terça-feira, 15 de maio de 2012

Classificação final do IV Torneio Aberto do Shopping DC

Conforme prometido, segue a tabela de classificação do torneio de xadrez que disputei no último sábado. Olhando a tabela vejo que tem um intruso (grifado) em sexto lugar. Eu realmente não deveria estar ali, mas a sorte colaborou comigo.

Demais considerações já feitas na postagem anterior.


Place Name                       Feder Rtg  Loc  Club            Score M-Buch. Buch. Berg. Progr. Wins
  1   Eduardo Munoa              Abs   2206 2178 Porto Alegre    6.5      23.0  32.0 29.00   27.0    6
  2   MF Luiz Ney Menna Barreto  Abs   2310 2267 Criciúma-SC     6        23.5  33.5 27.50   26.5    5
  3   Felipe K. Menna Barreto    Abs   2247 2202 Itajaí-SC       5.5      22.5  31.5 22.00   24.5    5
  4   Eider Tiago da cruz        Abs   2133 2002 Concórdia-SC    5.5      20.5  28.0 21.75   20.5    4
  5   Elisandro Silva Pimenta    Abs        1800 Alvorada        5        22.0  31.0 19.00   20.0    5
  6   Ederson Silveira Santos    Abs             Porto Alegre    5        20.5  29.0 19.75   19.5    4
  7   Anderson Donay Martins     Abs   1946 1982 Pelotas         5        19.0  28.5 17.00   21.0    5
  8   Daniel Becker Pertuzatti   Abs   2011 1939 Pelotas         5        19.0  27.5 17.00   22.0    5
  9   Vinicius Amaro Etlz        Abs             Porto Alegre    5        19.0  26.5 18.00   18.0    5
 10   Dayan Kuhn Deste           Abs        1945 Porto Alegre    5        17.0  24.5 17.75   20.5    4
 11   Adair Schwambach           Vet        1800 São Leopoldo    4.5      20.5  29.0 15.75   15.0    4
 12   André Ricardo Boff         Abs        1912 Caxias do Sul   4.5      20.5  28.5 16.75   18.0    4
 13   Marcio N. C. Dornelles     Abs        1953 Porto Alegre    4.5      19.0  26.5 17.50   17.0    3
 14   Iuri Alan Pasini           Abs   2001 1912 Campo Bom       4.5      19.0  26.5 15.25   20.5    4
 15   Fábio Goetz                Abs        1951 Novo Hamburgo   4.5      18.0  24.5 14.25   15.5    4
 16   Antonio Ossi               Abs        1793 Caxias do Sul   4.5      16.0  23.5 13.75   16.5    3
 17   Jairo Luz                  Abs        1787 Porto Alegre    4.5      15.0  20.5 11.75   14.5    4
 18   Franklin Carvalho Nunes    Abs        1800 Novo Hamburgo   4        24.5  33.0 16.50   22.0    4
 19   Luiz E. Serra Azul         Abs   2089 2021 Porto Alegre    4        23.5  32.5 17.00   21.0    4
 20   Everton Togni              Abs        1843 Porto Alegre    4        23.0  30.5 14.50   18.0    4
 21   Jair Cardona Bueno         Abs   1923 1859 Porto Alegre    4        19.5  27.5 13.00   19.0    4
 22   Dorli Ramsés Rosa          Abs        1800 Canoas          4        18.0  25.5 12.00   15.0    4
 23   Peter Rangel Haas          Abs             Sta Cruz do Sul 4        18.0  25.0  8.00   14.0    3
 24   João Carlos Orguim         Abs   1922 1948 Porto Alegre    4        17.5  26.5 13.00   16.0    4
 25   Guilherme Declerque        S18M            Porto Alegre    4        16.0  22.0 11.00   14.0    4
 26   Yuri Silva Tamanini        S18M       1800 Alvorada        4        15.0  22.0 11.00   14.0    4
 27   Jailton Cruz               S18M            Porto Alegre    4        15.0  22.0 10.50   11.0    4
 28   Vinícius Chemale Budde     Abs        1882 Porto Alegre    3.5      22.5  31.5 13.75   17.5    3
 29   Willian Soares Ramos       Abs        1800 Alvorada        3.5      20.5  27.0 11.25   15.0    3
 30   José Luiz Aragão           Vet        1802 Porto Alegre    3.5      18.0  25.0 10.75   16.0    3
 31   Sergio Barbisan Junior     Abs             Caxias do Sul   3.5      17.5  25.0  7.75   14.0    2
 32   Ian Fischer Schilling      S18M       1799 Novo Hamburgo   3.5      14.5  22.0  8.25   11.5    3
 33   Airton Dias                Abs        1800 Porto Alegre    3.5      14.0  19.5  9.25   14.0    3
 34   Natanael M. C. Noronha     Abs        1807 Alvorada        3        22.5  29.5 10.50   13.5    2
 35   Bruno de Moraes Teixeira   S18M       1800 Pelotas         3        22.0  30.0 12.00   17.0    3
 36   Antônio Benevenga          Abs        1830 Porto Alegre    3        19.0  26.5  7.50   15.0    3
 37   Bruno Silva Gonçalves      S18M            Porto Alegre    3        17.5  23.5  5.00    8.0    2
 38   Gustavo Santos Cardoso     S18M       1800 Pelotas         3        16.5  22.5  6.50   13.0    3
 39   Esídio Mentges             Vet        1774 Campo Bom       3        15.5  22.5  7.00   12.0    3
 40   Eduarda Groehs             S12F            Novo Hamburgo   3        14.5  20.5  5.50    8.0    3
 41   Maikon Diel                Abs        1701 Dois Irmãos     3        14.0  20.0  5.50   12.0    3
 42   Abias Jacobsen             S12M            São Leopoldo    3        13.5  19.5  4.50    8.0    3
 43   Yuri dos Santos Miranda    S18M            Porto Alegre    3        13.0  18.5  5.50    8.0    3
 44   Gabriel Garcia             S12M            Porto Alegre    3        13.0  18.0  4.50   10.0    3
 45   Pedro Oravec Rosa          S12M            Porto Alegre    3        11.0  16.5  6.00    9.0    3
 46   Armando Scharlau           Abs   1705 1848 São Leopoldo    2.5      20.5  29.0  8.75   14.5    2
 47   Renan Figur                S18M       1800 Novo Hamburgo   2.5      18.5  25.0  5.25   13.5    2
 48   Vagner Oselame             Abs             Porto Alegre    2.5      18.0  25.5  8.25   10.0    2
 49   Paulo Ricardo Izidro       Abs        1800 Porto Alegre    2.5      17.5  24.0  6.50   14.0    2
 50   Bruno Luís Carvalho        S18M            Porto Alegre    2        16.0  22.5  2.00    7.0    1
 51   Taysson Xavier de Lima     S18M            Porto Alegre    2        15.5  22.0  3.00    8.0    1
 52   Leonardo Cassal            S18M            Porto Alegre    2        15.5  20.5  3.00    7.0    2
 53   Amanda Chaves Oliveira     S18F            Porto Alegre    2        14.5  20.0  5.50    9.0    2
 54   Alexandre Snel             S18M            Novo Hamburgo   2        14.0  20.0  5.00    9.0    2
 55   Tânia Boff Lipert          AbsF            Porto Alegre    2        13.0  18.0  3.50    5.0    2
 56   Tchandra Nissen            S12F       1762 Cachoeirinha    2        12.5  18.0  3.00    7.0    2
 57   Nicolas Simsen Garcia      S18M            Minas do Leão   1.5      14.5  19.0  0.75    5.5    0
 58   Luciano Santos Maurmann    S12M            Cachoeirinha    1.5      14.5  19.0  0.75    3.5    0
 59   Larissa Raiane S. Silva    S18F            Porto Alegre    1        13.5  18.5  3.00    5.0    1
 

domingo, 13 de maio de 2012

Aos tabuleiros, de novo !

Participei neste último sábado (12/05/2012) do IV Torneio Aberto DC Shopping de Xadrez, aqui em Porto Alegre, obviamente no Shopping DC Navegantes.

Consegui um 6° lugar disputadíssimo, fazendo 5 pontos em 7 rodadas (4 vitórias, 2 empates e 1 derrota). Os três primeiros lugares foram ocupados por 3 ex-campeões gaúchos (Eduardo Munoa, Luiz Ney Menna Barreto e Felipe Menna Barreto, nesta ordem).

Fui contemplado com bastante sorte durante o torneio, pois os adversários mais fortes que eu enfrentei cometeram alguns deslizes, o que me possibilitou resultados inesperados, e R$ 50 inesperados da premiação (deu até pra comprar pizza).

Minha única derrota na competição foi justamente na primeira partida. Fui superado pelo enxadrista Franklin Carvalho Nunes. Não conhecia o adversário (até pelo fato de eu estar há muitos anos longe dos circuitos estaduais, participando de torneios de forma esporádica apenas), mas o mesmo demonstrou um jogo bastante seguro e me ganhou de forma fácil, inclusive.

Destaque positivo foram os empates com o 4° lugar no Campeonato Gaúcho do ano passado, Eider Cruz e também com Dayan Deste, forte enxadrista da capital. A vitória contra Anderson Donay Martins (campeão gaúcho sub-20) ocorreu no detalhe, em um final de peões.

Estes resultados positivos se deveram principalmente à sorte que tive em enfrentar tão fortes enxadristas em dias ruins, proporcionando-me preciosos pontos aos quais me agarrei "com unhas e dentes".

Do torneio, vale ressaltar que foi muito bem organizado, tendo a pontualidade como principal destaque e o ambiente estava bastante propício para a prática enxadrística. Em breve posto por aqui a tabela da classificação final.


sábado, 7 de abril de 2012

Sonhos do Éd #27 - His(es)tórias do Éd #3

Não sei se essa postagem é um sonho ou uma His(es)tória do Éd... Por via das dúvidas, decidi publicar esta postagem híbrida.

Hoje à noite sonhei que eu estava fazendo compras em um mercado, misto de Baklizi (da rua Gen. Canabarro em Uruguaiana) e o antigo Fronteira (São Borja). Lá pelas tantas (depois de rodar por todo o mercado), resolvi ir dar uma olhada nos bolos, só que no meio do caminho resolvi mudar de idéia e fui pegar um pão. Nesse caminho, ainda passei por uma promoção nos refrigerantes: 2 garrafas pet de 600ml com um pão de formato de panettone (sem embalagem nenhuma) por R$ 9 e uns quebrados. Bem no fim acho que não peguei pão nenhum, mas vi um trabalhador levando o seu pão d'água "para as crianças".

Neste momento, aconteceu algo incrível. Eu comecei a pensar como se fosse eu mesmo, no sonho. Aí então que este post passa de sonho para uma His(es)tória:

Quando eu era criança, eu tinha vontade de mudar o mundo. Ainda tenho, na verdade. A primeira coisa que decidi que faria para mudar o mundo foi que eu seria um adulto que tomaria café da manhã e comeria doces. 

Digo isso porque cresci em um meio onde adultos raramente comiam doces e nunca tomavam café da manhã. Nesse mundo incrivelmente chato dos adultos, o pão e o leite eram apenas para as crianças, assim como escovar os dentes. E isso tudo, lá na minha distante (mas nem tanto) infância, me parecia uma tremenda chatice. Ainda hoje, já do lado de cá, continuo achando estranho esse hábito, e tenho me esforçado bastante para mudar o mundo (pelo menos nesse sentido). 

Interessante notar que esse pensamento começou no sonho, então fui gradualmente acordando, enquanto desenvolvia o raciocínio. Levantei, tomei meu café e vim escrever o texto. Mudar o mundo não é tarefa fácil.

Hipócritas !

Talvez eu já tenha dito isso por aqui, mas não custa dizer mais uma vez. A sociedade é hipócrita. 

Li uma matéria sobre um homicídio de um empresário de Porto Alegre, através de um link em uma rede social. E nos comentários do link, diversas pessoas comentando sobre o horror, a barbárie e o absurdo de termos que viver atrás das grades, enquanto os bandidos estão soltos (clichê). Concordo que realmente o crime do homicídio em si é um horror. Creio que seja, aliás. Eu nunca fui assassinado. O ruim mesmo é para quem fica, com a dor da perda e muitas vezes presenciando a impunidade.

Não é isso que quero criticar. O que despertou minha ira foi ler um comentário dizendo que determinado jornal tinha dado pouco espaço para esse homicídio de empresário (pelo que entendi foi só uma nota, não um matéria de página inteira, no tal jornal). Igualzinho muitos homicídios na capital e interior do estado, que apenas recebem poucas linhas nos jornais (até porque não tem espaço pra todos).

Quer dizer que neguinho no fundão da vila pode ser executado com vários tiros e ganhar só uma nota de rodapé no jornal, mas o empresário ricaço não ? As elites são hipócritas. Pagam de benfeitores dos animaizinhos, enquanto filhotes de  sua espécie morrem de fome. Pobre vileiro pode ser assasinado à vontade, na frente de casa. Rico não. E no bairro nobre então... Barbárie ! Pena de morte para o assassino ! Aonde esse Brasil vai parar ?!

O Brasil não vai parar em lugar algum meus senhores, ou talvez até já tenha parado... há anos vai nesse ritmo. As estatísticas estão aí para serem apreciadas. Certas pessoas só acordam para realidade quando a criminalidade e a violência batem na sua porta de maçaneta de madrepérola. Aí é o Horror (do Apocalypse Now).

Parafraseando um famoso personagem do cinema brasilero, "... do apartamentinho de vocês, aqui da zona sul, não dá pra ver esse tipo de coisa não."

sábado, 24 de março de 2012

His(Es)tórias do Éd #2 - A gorda que chamou um lutador de covarde

Oscar de la Hoya foi um grande boxeador. Fez grandes combates e procurava sempre as melhores lutas. Ele falou certa vez que não aceitava que alguém dissesse que determinado lutador não tinha "fibra". Ele justificou citando que não importa se o lutador é um campeão do mundo ou um lutador de 4 rounds, pra subir em um ringue e lutar,  há que se ter fibra.

Eu concordo com ele. Covardes não lutam. Um cagão entraria em um ringue no máximo para dar instruções para seu atleta. Certa feita estava eu em viagem pelo RS, assistindo a uma luta na arquibancada de um ginásio, quando uma gorda (que eu já conhecia previamente) de mais de 100 kg chamou um determinado lutador de covarde. 

O referido lutador não tinha potencial ofensivo ante um oponente que dominava o combate. Faltou atitude ofensiva, eu diria. Mas o fato dessa gorda chamar o lutador de covarde me irritou profundamente na época, tanto que escrevo estas linhas mais de 3 anos após o fato.

É muito fácil uma pessoa que jamais se animou a lutar, rotular alguém como "covarde", enquanto esse alguém expõe a própria integridade física, em uma fria noite de Agosto. Mais fácil ainda é dizer isso bem agasalhado, no lado seguro das cordas (o lado de fora), e mentir para as amigas da cidade que está se preparando para estrear nos ringues (fato até o momento que escrevo esta linha não concretizado).

A crítica é algo muito fácil e muito comum. Tão fácil e comum que faço uma crítica direta neste texto. O que me revolta é o fato de uma pessoa não ter a mínima condição sequer de comentar a respeito de um assunto, fazer uma crítica grave.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sonhos do Éd #26 - Se cagando em sala de aula

Esses dias sonhei que me caguei em sala de aula, na frente de todos. A sala era na cozinha de uma antiga residência minha em São Borja. O professor me pergunta algo sobre escravidão (era uma aula de português). Eu puxo um papelzinho e começo a explanar sobre o assunto, em pé, à frente da classe, juntamente com mais uma colega.

Eu vestia uma camiseta branca sem estampa e uma bermuda de cestão, que eu usava no fim dos anos 90 (justamente quando morava nessa casa). De repente, tento acomodar um peidinho de forma q ele saísse sem ruídos. Discretamente dou um passo para trás. Foi a minha falha. Acabo despejando uma enorme massa fecal (que atravessou a bermuda) no chão. Imediatamente o professor faz uma cara de estranheza, e diz que eu posso prosseguir com a explicação, se quiser. Saio rapidamente pra pegar um pano e um balde para limpar a sujeira, antes que alguém perceba. Quando estou chegando com o pano, uma colega salta a bosta gritando "Ai que nojo!" Tento limpar rapidamente o chão. 

Acordei.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Boxe - Os técnicos

Iniciei neste mês uma cadeira específica sobre filosofia na minha pós-graduação. Na última quinta-feira, lendo o material acadêmico, me dei conta que precisava escrever o presente texto, que há tempos venho preparando, tendo inclusive conversado com vários profissionais da área. Além disso, li um excelente artigo no site Ringue Master sobre treinadores de boxe, o que me motivou a escrever sobre coisas que não li no citado site. 

A notícia da morte de Angelo Dundee, um dos maiores técnicos de boxe de todos os tempos, foi o estopim de que eu precisava pra deixar de lado as procrastinações e escrever.

Como as idéias foram se aprofundando em conversas com pugilistas, treinadores, admiradores e secadores (alguns enquadrados em mais de uma dessas categorias), resolvi dividir o texto. Vamos então falar sobre técnicos de boxe.

Eu treinei com diversos técnicos ao longo da minha até o momento, curta carreira pugilística. E durante esse período também conheci e observei diversos outros técnicos, no Brasil, na Argentina e no Uruguai. O que estará escrito aqui vem das minhas observações e conversas com técnicos de boxe.

Primeiro ponto: técnicos não são vencedores nem campeões de boxe. Podem ter sido como lutadores. Ou serem vencedores em suas vidas. Mas o técnico fica do lado seguro das cordas. Não leva mais bordoadas, nas palavras de um folclórico treinador gaúcho. Um técnico pode formar um campeão. Ou vários. Mas aí ele será um formador de campeões, não o campeão. Deixem os louros da vitória pra quem deu a cara a tapa. Digo isso porque vi muitos técnicos que fazem pose de campeões e/ou malvadões. Geralmente é pra tentar suprir a frustração de não ter superado o MEDO de lutar.

Isso me lembra agora o segundo ponto: o MEDO. Muitas pessoas procuram academias de boxe (e outras lutas também, mas vou me ater ao boxe, que é a minha luta) pensando em lutar. Todo homem que quando garoto viu algum filme de boxe, em especial os da cine-série Rocky, sonhou em lutar. Se imaginou entrando num ringue e trocando golpes com um adversário. Alguns desses acabam procurando então (ou se deparando com) alguma academia. Uma boa parte destes que pretendem lutar acabam não conseguindo vencer o medo e nem chegam a estrear. Outros, um pouco mais corajosos, conseguem estrear e até mesmo fazer uma meia dúzia de lutas, e só. O medo sofre um pouco mais, mas acaba vencendo. Vários desses frustrados acabam virando técnicos (alguns excelentes, por sinal), outros viram secadores (tema de um próximo post) e outros seguem suas vidas de outra maneira. Inúmeros superam a frustração, sendo técnicos ou não.

E aí está o ponto que quero chegar: o TÉCNICO MALVADÃO, tenha certeza: é um CAGÃO que não conseguiu superar seu medo de lutar. Ele então se dedica a treinar lutadores e botar banca de BAD BOY nos eventos. Mas lutar que é bom nada. Certa vez vi em um evento aqui na região metropolitana de Porto Alegre, um sujeito ser chamado para ser jurado de uma luta. Era um jovem. Eu diria 24 anos no máximo. Enquanto ele era anunciado, caminhava com a cara feia e uma regatinha da sua academia. Foi então que o anunciador disse q ele estava dando aulas em sua cidade (uma cidade pequenina, realmente não lembro qual). Nesse momento então fiz as associações em fração de segundo: Lutou 1 ou 2 lutas + não superou o medo, mas precisa ser MALVADÃO + fez curso de instrutor de boxe + tá dando aula = TÉCNICO DE BOXE MALVADÃO.

Aliás, ser MAU é uma característica de lutadores, não de técnicos. O lutador botará a sua "MALDADE" a prova. O técnico jamais.

O terceiro ponto que eu queria tocar é uma peculiaridade do Rio Grande do Sul (creio que no resto do Brasil também, mas como em território nacional lutei só no RS, este será o exemplo): Muitos treinadores têm ÓDIO de boxe profissional. Conversei com dois lutadores profissionais gaúchos e os dois concordaram comigo, cada qual tentando explicar esse "fenômeno". Não pretendo me alongar nesse ponto. Provavelmente volte a ele em um artigo futuro.

Tive a honra de treinar com diversos treinadores, como foi dito mais acima. Todos eles de estilos bem diferentes (embora 2 deles tenham sido formados pelo meu formador). Mas nem todos os que me treinaram subiram ao córner comigo. Aliás, o córner é algo que me faz não ter vontade de ser técnico. Eu dificilmente consigo fazer o que o meu treinador pede, durante a luta. E nas vezes que me aventurei no córner de lutadores, como segundo (inclusive em lutas profissionais), constatei que é raro um lutador que consiga seguir as suas instruções, por mais fáceis que elas sejam. Enxergar o caminho da vitória e saber que ele está ao alcance do seu lutador, e o mesmo, por motivos que desconheço, não querer ou não conseguir seguir, é algo por demais de estressante.

É por isso que eu admiro não só os lutadores, mas também aqueles que nos ensinam com maestria a arte de lutar. Que conseguem nos motivar e instruir em situações de extrema adrenalina. Que enxergam potencialidades onde nós, lutadores, sequer suspeitamos. Que enxergam a vitória onde nós enxergamos a derrota. Estes são os técnicos de boxe.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Religiões #1 - O espírita filho-da-puta

Não tenho religião. Mas isso pouco importa. Respeito qualquer religião, de verdade. Digo "de verdade" porque conheço muitos evangélicos que dizem que respeitam mas na verdade não respeitam (porém esse é o tema de um futuro post).

Hoje, quero inaugurar as postagens sobre religião, pra falar sobre uma figura bastante popular, e que todo mundo deve conhecer alguém com essas características. O(a) espírita filho-da-puta. Só para constar, o espírita a que me refiro no artigo é o kardecista.

Ele (a) vai no centro espírita tomar passe, conversa sobre "evolução" do espírito, carma... Fala que lê livros espíritas (quando lê, é algum desses da moda, tipo da Zíbia Gasparetto) e tenta deixar nas entrelinhas que é um espírito evoluído, enquanto se faz de humildezinho.

Anda com livrinhos no carro, pra mostrar que é "do bem". Leva pra mesa do escritório, para sair da empresa com eles embaixo do braço, ao final do expediente, depois de ter sido bem pau-no-cú com os funcionários.

Este ser filho-da-puta, aqui genericamente apresentado(a), não poucas vezes é racista, que usa expressões como "não faz coisa de negro". Usa falácias para dar embasamento "científico" para suas afirmações (não existe nenhum grande cientista negro). Aqui, um parêntese: certa vez desmontei este argumentação fazendo uma pequena variação na pergunta "Quantos grandes cientistas tu conhece ?". A resposta, se não me falha a memória, foi Stephen Hawking...

Certa vez uma pessoa que se diz espírita disse com todas as letras que uma suposta manifestação (uma velhinha teria enxergado um negro em seu quarto) era de um espírito inferior, visto que o mesmo era negro. E reforçou dizendo, diante da acusação de racismo, que não gostava de negros pois os mesmos eram inferiores.

Eu já fui em centro espírita. Poucas vezes, mas fui. Do pouco que conheço a religião, a igualdade entre os seres humanos é uma coisa que é exaltada. A fraternidade (somos todos irmãos, pois somos filhos de Deus) é coisa pregada por todas as religiões que conheço. Logo, arrogância, racismo e filho-da-putismo não combinam com uma pessoa que se diz religiosa.

O espírita filho-da-puta é só um dos tantos religiosos hipócritas que se esconde atrás de uma religião para destilar sua enorme arrogância e preconceito, ao mesmo tempo que se sente protegido por "Deus" (ou seja lá qual for o outro nome).

Tenho muitos amigos e amigas que compartilham da fé espírita. Escrevo isto para reforçar que não tenho nada pessoal contra a religião ou seus adeptos. O que me enoja é a hipocrisia desses seres.