segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sonhos do Éd #1

Hoje mexia eu em alguns papéis "antigos", com anotações minhas de outras épocas. Não era saudosismo, eu estava procurando algumas informações que escrevi outrora, e que me serão úteis em alguns projetos que estou empreendendo.
Foi então que achei alguns sonhos meus (às vezes anoto os sonhos que tenho) que nem me lembrava mais. Vou escrever aqui um trecho desse sonho que lembro vagamente, mas tá anotado com data entre 28/08/2009 e 1º/09/2009:
"(...) em outro canal (BAND, talvez) está passando o filme "Baby Sugar", com Mickey Rourke (velho, como no filme "The Wrestler"). Ele sou eu no filme. (...)Em outro canal (...) Casseta e Planeta, falando com Alceu Valença (?) disléxico. Começo a rir (ainda Mickey Rourke)."
Olha só. Eu era outra pessoa no sonho. Era eu, mas era outra pessoa. Lembro que nesse sonho, eu alternava: às vezes eu tava dentro da TV, às vezes estava no cenário do sonho. No início desse sonho eu era goleiro, mas isso é outra história.
Começo a pensar agora, naquele filme, "Quero ser John Malkovich", em que as pessoas vivem a experiência de ser outro alguém. Eu já tive essa experiência algumas vezes nos meus sonhos. Mas não vamos nos aprofundar nesse assunto. Quem quiser postar algum sonho nos comentários, fique á vontade, será legal trocar essas experiências soníferas.
No próximo post, conto do sonho que tive quando fui escolhido por Jesus. Boa noite à todos.

domingo, 30 de maio de 2010

Emoções do combate...

Ontem fui prestigiar o evento de boxe que teve aqui na minha cidade. Digo "minha cidade" pq moro aqui há um bom tempo, e porque criei vínculos com a mesma. Mas não é sobre Uruguaiana que venho aqui pra escrever. Não agora. Quero escrever sobre emoções. Mais especificamente, a emoção da batalha.
Durante as lutas do evento, pude sentir a vibração de um público que vibrava a cada golpe. Público esse que praticamente lotou o ginásio, mesmo com a chuva que insistia em seguir caindo.
Cada vez que me faço presente em um evento de boxe, me impressiono com a emoção que esse esporte desperta nas pessoas. A expectativa do nocaute, os "entendidos" dando pitacos, os asnos falando idiotices... o público de boxe é bastante homogêneo, mas quase sempre estão presentes essas figuras.
O fato de cada momento em uma luta ser único, podendo ser decisivo, ou até mesmo fatal, faz com que os lutadores sejam invejados, pois cada instante em cima do ringue pode ser o último. Isso carrega a Nobre Arte de uma beleza sem igual, pois ao mesmo tempo que os lutadores são semi-deuses, também são meros mortais.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Guaraná Antártica Açaí

Hoje estava eu no mercado, fazendo compras, quando vi no freezer um refrigerante que eu ainda não conhecia: O Guaraná Antártica com Açaí. Comprei o dito refri e logo após sair do mercado, já abri a garrafa para saborear a bebida.

Quando tomei a bebida, sensações estranhas aconteceram... Primeiro, não gostei do sabor. Porém, no instante seguinte ao engolir, o sabor mudou e ficou bom. Tenho notado isso em todos os goles.

No primeiro gole também senti um sabor de cupuaçú. Detalhe: nunca comi cupuaçú. Outro detalhe interessante: no meio do gole, entre a metade da língua e a goela, a bebida ganha um gosto de jabuticaba, por mais ou menos 1 segundo. Depois some.

 Esses gostos todos me fizeram lembrar de uma tigela de sagú lá do Viana's, restaurante onde eu almoço de vez em quando. A tigela de sagú (cheia de sagú, obviamente) me invadiu a mente durante essa primeira experiência com a nova bebida.

Guaraná Antártica Açaí. Esse eu recomendo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Explicando alguns porquês.

Andaram distorcendo coisas que eu escrevi, por isso escrevo estas linhas. Eu nunca disse que minha vida é uma bosta. Muito menos neste blog. Ao contrário, até que gosto da minha vida. Não é das melhores, também não é das piores. É a única que eu tenho.
A referência que fiz à fezes foi num post recente, quando me referi ao meu antigo sonho (quando eu tinha uns 10 anos) de ser um jogador de futebol:

  • "(...)E se eu tivesse ao menos tentado trilhar esse caminho, tenho certeza que não seria a pessoa que sou hoje. Se bem que eu sou uma merda como pessoa, mas mesmo assim gosto de mim como eu sou."

Não tem nada demais aí. É só uma auto-crítica. Não adianta vir querer achar coisa que não existe (tipo depressão ou coitadismo), ou dizer que sou boa pessoa. Ou pior: vir me dizer que eu sou um cidadão de bem. Não aceito isso. E também não aceito elogio.

Eu não gosto que me façam elogios. Esse é um hábito mais ou menos recente pra mim. Antes eu até gostava. Massageava o ego e talz... Mas com o tempo fui vendo que os elogios além de não serem verdade, não correspondiam ao que as pessoas realmente pensavam sobre mim.

Já me conformei com o fato de ser apenas "um cara legal" ou "uma pessoa educada" (nem sempre). Não sou popular nem sou aquele tipo de cara que as pessoas gostam de estar perto. Não sou "alto astral" (apesar de ser de Porto Alegre) nem do tipo "amigo de todo mundo". Resumindo, não sou uma companhia agradável. As pessoas que realmente gostam de estar comigo é porque são meus amigos. E são bem poucas pessoas. Mesmo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Trabalho...

Que merda. Vim escrever uns negócios aqui, e pensei: Nos últimos dias só escrevo sobre fatos que aconteceram no meu trabalho, ou relacionados a ele.
Minha vida está muito restrita a isso.
Mas enfim. Hoje fiquei envolvido em uma barreira de trânsito, e vi duas coisas curiosas: um senhor que ironicamente se chamava Reduzindo e um carro da reportagem do programa Siga Bem Caminhoneiro, programa esse que nem sei em que canal dá, mas sei que se trata de um programa de TV.

domingo, 23 de maio de 2010

O Cidadão de Bem

Hoje um cidadão de bem ligou para o 190. Tinha 4 elementos em frente a sua casa. Os 4 cidadãos estavam ali jogando conversa fora, provavelmente. Mas o cidadão de bem não quer ver gente pobre na frente da sua casa. Chama a polícia pra tirar esses vagabundos de frente de casa !
Lá fomos nós averiguar o que se passava.
Feita a abordagem, 2 dos elementos tinham passagem pela polícia (já cumpridas), e segundo os mesmos, eram trabalhadores rurais (um inclusive mostrou a Carteira de Trabalho). Os 4 homens então se dispersam, após a abordagem, e nós seguimos nosso rumo.
Na primeira esquina que paramos, veio um cidadão de bem nos dar parabéns pela abordagem. O cidadão de bem deve estar orgulhoso da polícia que ele mantém com os impostos que paga em dia, pois deixamos sua casa protegida de vagabundos maltrapilhos. Câncer no cú do cidadão de bem ! PS. Para quem quer saber mais a respeito dos cidadãos de bem : http://www.orkut.com.br/Main#Community?rl=cpn&cmm=5927780

(...) e vindo do interiror...

Definitivamente, sou um homem do interior. Não que eu tenha nascido assim, muito pelo contrário. Sou Porto-alegrense de nascimento. Mas após 20 anos morando no interior do estado, me tornei um interiorano. Gosto muito de estar em Porto Alegre. Me sinto feliz quando lá estou. Mas não me sinto mais um nativo do local. Parece que Porto Alegre não é minha casa. Aliás, parece que lugar nenhum é minha casa. Aqui em Uruguaiana sinto a mesma coisa. Mas enfim... Sangue cigano !

sábado, 22 de maio de 2010

Porto Alegre, de novo.

Cheguei em Porto Alegre agora há pouco. Vou ver se compro uns livros agora de manhã nos sebos do Centro da capital do nosso estado. Hoje à noite ainda, retorno para Uruguaiana.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sonhos olho-do-cú !

Ao inferno com sonhos !
Quando eu era criança, sonhava em ser jogador de futebol. Por volta dos meus 10 anos (época do Tetra, na Copa de 1994), seria capaz de ficar vários anos sem jogar video game, para me tornar um jogador de futebol. Ou acho que seria capaz, nem cheguei a tentar.
Mas fico hoje em dia a pensar, graças a Deus (ou o que quer que seja) que não escolhi esse caminho. Tá certo que eu nunca teria essa capacidade, mas na época isso era algo que eu não queria aceitar. E se eu tivesse ao menos tentado trilhar esse caminho, tenho certeza que não seria a pessoa que sou hoje. Se bem que eu sou uma merda como pessoa, mas mesmo assim gosto de mim como eu sou. Sonhamos com os nossos sonhos com base naquilo que somos. E esses sonhos acabam mudando na medida em que nos tornamos o que realmente somos. E o que realmente somos vai mudando com o tempo, mesmo que sutilmente.
Um sonho mais recente, foi quando por volta do ano 2000 (início do Ensino Médio), sonhava em passar em um concurso público. Esse "sonho" veio a realizar-se em 2009, após 9 anos de muita incompetência e incapacidade. Hoje em dia sou funcionário público. E daí ? O simples fato da estabilidade, de saber que meu salário estará na conta no fim do mês não me fez muito mais feliz.
Sonhei em ter meu carro próprio também. O Zequinha (meu Chevette Hacth) tá nesse exato momento estacionado lá embaixo (tá mesmo, acabei de conferir). Confesso que vivi muitos momentos felizes a bordo dele, mas o simples fato de possuir o carro não é tudo aquilo que eu sonhava. Adoro tudo isso que conquistei (com muito sofrimento) até hoje. E sou muito grato à Força por tudo que ela me concedeu nessa vida. O que eu me refiro é que as pessoas geralmente têm aquela de idéia de "só vou feliz quando tiver meu carro", "vou ser feliz de verdade quando tiver minha casa", "a felicidade mesmo e encontrar o amor da nossa vida" ... E tantas outras frases. Olho-do-cú ! Todas essas coisas são impermanentes. Assim como estão, podems não estar no próximo instante. Realizar sonhos não é garantia de felicidade. Aliás, felicidade deve ser uma coisa que se busca dentro de si próprio. Talvez eu tenha que começar a procurar... Ou não !

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Impressões do dia

Estava eu hoje de serviço no centro da cidade, quando fomos (eu e a minha colega) acionados pelo rádio porque havia um indivíduo causando confusão no ginásio da pacata cidade de Uruguaiana.
Dadas as características do elemento, encontramos e abordamos um rapaz jovem, bastante castigado pela vida. Um mendigo. Ficha limpa, ele disse q foi provocado por estudantes dentro do ginásio e por isso foi embora de lá. Ele também relatou que era viciado em crack, e preferia ser preso à viver na rua, pois em casa ele era agredido (provavelmente por causar transtornos devido ao vício).
Logo após ser liberado, constatei q o mesmo começou a chorar por ser provocado por alunos q passavam no local. E se irritou a ponto de jogar fora o alimento que tinha em mãos. Isto me fez ver tudo que aconteceu dentro do ginásio: os guris do colégio, na sua ausência de massa encefálica, começaram a fazer gracejos com o dito mendigo. O mesmo deve ter revidado com ofensas verbais. Algum professor filho-duma-puta, de classe média alta, constatando a presença de um mendigo, acionou o 190.
Este professor nada mais representa do que a sociedade média, que não quer ver seu patrimônio ameaçado pelas hordas bárbaras destruidoras. Pouco importando se o pobre que ela enxerga é um simples andarilho, um trabalhador braçal ou um fascínora. A classe média não quer ser lembrada que a poucos quarteirões de suas casinhas, um semelhante seu passa fome, sofre com problemas existenciais, familiares, psicológicos, fisiológicos...
As classes mais abastadas estão agora sendo ameaçadas pelo crack. Seus pobres filhinhos não podem ser alcançados por esse mal. Coincidentemente, os veículos de comunicação começaram campanhas contra o crack recentemente. Eu lembro de ver garotos de rua, em porto Alegre usando o crack lá por idos de 1993. Por que só agora campanhas desse alcance contra a pedra ?
Ah, mas esses eram os meninos que as classes decentes não querem ver. Liga pro 190 pra tirar esses moleques daqui !

domingo, 9 de maio de 2010

Que bosta. Esse ano estou um alienado total. Não sei nem as notícias de esportes. Preciso me intelectualizar.

sábado, 1 de maio de 2010

Boxe

Retornei essa semana aos treinamentos pugilísticos... Espero estar em forma daqui a uns 2 meses, no máximo.