quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sonhos do Éd #17 - A Gangue das Gordas Maconheiras

Estava eu em um lugar desconhecido, tipo um estacionamento. Chovia torrencialmente. Eu estava acompanhado de uma pessoa, não lembro quem.

Vejo então um Monza vermelho que chegava a estar rebaixado de tanta gente dentro (tinha 4 ou 5 gordas feias na parte de trás, mais um velho de motorista e outra gorda no carona). Fui até o carro pra dizer educadamente que não dava pra andar daquele jeito, podia levar até uma multa (eu estava trabalhando). Uma das gordas (a menos gorda) falou então "Os caras da civil nos abordaram e fumaram junto com a gente" (No que ela terminou de proferir as palavras, a gorda da frente esbravejou com ela: "Ô fulana...pra que falar assim?"). Nesse momento se materializa um cheiro de maconha no ar e eu mando todo mundo descer do carro. Elas descem do carro (já estou no pátio da casa da minha avó, lá em São Borja) e eu levo-as para uma peça dentro da casa da vó (para aguardarem a revista por uma pessoa do sexo feminino em lugar abrigado da chuva).

Lá dentro, já não são mais gordas feias, mas mulheres normais. Uma até que dava um caldo, diga-se de passagem. Peço pra minha mãe chamar uma policial mulher. Tava cheio de gente na casa da vó, como se fosse um shopping. Saí pra outro lado fazer não sei o que. Quando volto, duas tinham sumido. Meu pai ficou cuidando as que estavam esperando. Fui atrás das que tinham fugido. Encontro-as tentando fazer pegar um fusquinha. Peço com um pouco de rispidez que voltem pra dentro. Uma delas me alertou que fazia TaeKwonDo. Eu disse algo como "Tomara que te seja útil". Levei as duas pra dentro. Chego lá e só tá a que dava um caldo esperando pacientemente com as mãos na parede. Perguntei pro pai onde estavam as outras. Ele disse que haviam saído. Gritei então "Puta-que-pariu !!!" enquanto giro 180º sobre os calcanhares e dou um murro na parede. Acordei nesse momento, com uma dor no pescoço, por causa do giro.

domingo, 7 de novembro de 2010

His(Es)tórias do Éd #1 - A professora que não curtia mais Guns'n Roses

Ontem estava eu caminhando pelas ruas de Porto Alegre, quando repentinamente me vem uma lembrança de tempos passados (é óbvio que se é uma lembrança, é de tempos passados, mas essa lógica nem sempre vale para mim) em mente.
O ano é 2001, a cidade São Borja. Segundo ano do Ensino Médio, aula de Filosofia. Colégio Estadual São Borja (CESB). Aula bem informal, alunos à vontade, conversando com a professora. Um colega fala para a professora que ela tem cara de quem curte Guns'n Roses. A professora dá um sorrisinho de leve. "Quando mais novinha", responde ela. Não lembro exatamente o que pensei na época, mas com certeza não entendi o fato de uma pessoa "deixar de gostar" de algo só porque a idade avançou. Hoje em dia penso que é mais estranho ainda uma professora de filosofia pensar dessa forma, ainda que ela não tenha explicado o porquê de não mais curtir. Não lembro nem o nome da professora, mas ela não era velha.
Isso me lembrou outro post que escrevi dia desses, sobre games. É uma coisa que as pessoas no geral param de fazer também, porque "não têm mais idade" ou "estão velhas demais para isso". Quando eu era criança, ser adulto me parecia ser uma coisa muito difícil (e chata). Algo distante demais para mim. Trabalhar de sol a sol, chegar em casa, assistir novela... Ir no mercado fazer o "rancho" com a esposa e as crianças no final de semana... Deixar de jogar bola, de jogar video-game... De certa forma, acho que incoscientemente tenho um pouco dessa visão ainda, porque até hoje não me considero um adulto. Trabalho, pago minhas contas, possuo curso superior completo, tenho minhas responsabilidades... Mas não sou e nem quero ser aquele adulto clássico, que formei a imgem em minha infância.
Definitivamente, não quero deixar de escutar as músicas que gosto. Não mesmo. Não quero deixar de jogar os games que me divertem. Não quero deixar de viajar, só porque adultos só viajam nas férias, a trabalho, ou ainda, por um motivo "muito importante".
É lógico que tenho meus limites (como os temos também na infância). Às vezes temos de escolher entre trabalho e diversão. O que eu quero aqui defender é apenas meu direito (e o seu também) de ser eu mesmo (seja você mesmo !). E tenho dito (ou escrito).

sábado, 6 de novembro de 2010

Pão-de-queijo

Voltei para dar uma atualizada no Blog. Há dias eu estava para escrever este texto, mas por motivos vários não o escrevi.
Olha só: é normal eu sentir fome quando estou trabalhando. Eu fico com fome muito rapidamente. Numa dessas fomes que sinto, percebi que tem certas palavras e expressões porto-alegrenses que me dão mais fome. Pão-de-queijo. Um porto-alegrense típico pronunciará "pão-di-queijo". E se falar na distância exata, eu estando com a fome certa, tal palavra aumentará minha fome, a ponto de me dar uma dorzinha no estômago. Porém, a palavra tem que ser dita por um porto-alegrense típico, e pronunciada ao natural. Senão, o efeito será nulo.
Só por curiosidade, a palavra dita nas condições certas, não me dá vontade de comer pão-de-queijo.