sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sonhos do Éd #20 - Fuga misteriosa em São Borja

Hoje estava eu e o meu irmão (o mais velho) fugindo de dois caras,que queriam pegar dois papéis que estavam de nossa posse (mais exatamente comigo, dentro de um saquinho). Fugíamos através de terrenos baldios na quadra da casa da minha avó, lá em São Borja. Pulávamos muros e cercas fugindo dos caras.

Em determinado pátio, meu irmão entra no sótão (?) (isso mesmo, não tinha casa, era tipo uma janelinha para sótão que ficava no ar, com uma escadinha pronta para facilitar o acesso) e me chama desesperadamente para entrar lá também. Como eu já havia passado e corria em uma boa velocidade, não quis voltar (melhor separar para despistar), ao que ele me disse que os caras iriam me achar onde quer que eu me escondesse, e que deixasse os papéis escondidos em outro lugar.

Ganhei uma boa vantagem sobre os dois caras (que na verdade eu não via, apenas sentia a perseguição dos mesmos) pulando alguns muros e cercas a mais. Ainda pensei em esconder o saquinho com os dois papéis em um monte de terra, mas acabei mudando de idéia. Quando cheguei do outro lado da quadra, me escondi numa água verde de valeta, sob uns arbustos secos (submerso na água). Cumpriu-se a profecia do primogênito da minha mãe: os caras me acharam. E pediram os papéis. Eu disse que entregaria, mas queria saber o porquê de tanto desespero por esses papéis. Um dos papéis era um xerox de um diploma de curso superior em História, de 1400 e pouco (1483, se não me engano). Um dos caras (o único que apareceu no sonho) confessa então que eles eram maçons que existiam desde a criação do mundo, e começam a passar cenas da sua vida em diversos momentos, desde o início dos tempos. Neste momento eu entendi que o diploma seria uma prova de que o formado teria no mínimo uns 500 anos de idade, e ele naturalmente queria negar o acesso do grande público a essa informação.

Depois disso eu acordei.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Pochete #2

"Anônimo disse... 

Pochete é encarado como um utilitário usado por bicheiros... os quais guardam ali canetas, bloquinhos e carbono para fazerem seus jogos (...)".

Esse foi um comentário deixado por um leitor (amigo das antigas) no post anterior. Eis a minhas resposta:

"Justamente por ser um utilitário muito prático que eles utilizam.

Bicheiros e outros infratores da lei usam geralmente umas correntes que eu considero ridículas, mas aqui na capital e em outros lugares são idolatradas como um acessório "descolado"
."

Até este ponto, foi minha resposta lá naquela postagem. Acrescento também os bonézinhos tortos na cabeça, um look muito comum em em adolescentes com passagem pela FASE (FEBEM).
Correntes, bonés e outros acessórios muito comuns em cidadãos em conflito com a lei, são idolatrados por uma grande massa, sem nem ao menos haver um problematização em cima do tema. A pochete, um útil acessório (a grande maioria delas bem discretas também) é rejeitada pela grande massa também sem ser feita a mínima reflexão de porque rejeitar o acessório.

Finalizando, não me venha nenhum filho-da-puta dizer que pochete é acessório de bicheiro, pois temos diversos vestuários associados com criminosos que não são execrados. Muito ao contrário, são até idolatrados. Então, pela lógica, se refugo a pochete pelo motivo exposto, também devo evitar todos os outros acessórios vinculados aos infratores da lei.

PESSOAL, VAMOS SAIR DA MATRIX !! PENSEMOS TODOS NOS PORQUÊS DOS NOSSOS PORQUÊS !!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Pochete

Quando eu era bem pequeno, queria ter uma pochete. Até lembro que tinha uma, mas nunca usei. Nessa época (por volta de 1990), ainda se viam algumas pessoas usando pochete. É a única lembrança mais ou menos positiva que eu tenho da pochete. Eu cresci em um meio onde a pochete era considerada um horror dos horrores. Brega. Cafona. A pochete sumiu de circulação durante quase todos os anos 90 e nos anos 2000.

Confesso que essa conspiração contra a pochete era (e ainda é) tão forte que nunca, jamais, pensei em ter uma até o ano de 2010. Mais. Até o final do ano de 2010. No fim deste ano (2010) que passei a analisar mais detidamente alguns aspectos. Eu tenho 2 celulares. Mais a carteira e as chaves, já ocupa alguns bolsos da calça. Se eu estiver de bermuda, já está comprometido o transporte de todos esses elementos.

Tentei mochila, pasta (vários anos), boné (os utensílios dentro do boné), levar a carteira na cintura... Todos se revelaram um pouco inconvenientes em alguns pontos. Foi então que um belo dia, me veio um pensamento em forma de iluminação: UMA POCHETE ! Pasmem, caros leitores, eu cheguei até a pochete quando pensava em comprar um bornal de perna pra levar todos os meus apetrechos. Desisti do bornal quando vi que não poderia usá-lo com bermuda, mas ao mesmo tempo vi que uma pochete seria excelente para mim (e para muitos homens e mulheres que queiram transportar todos os itens que usamos no dia-a-dia). Eu levo meus celulares, meus cartões, dinheiro, chaves e às vezes escova de dentes dentro da minha pochete, que tem 5 compartimentos e é razoavelmente discreta. Fico com as mãos livres e os bolsos a disposição de qualquer outra coisa que queira colocar.

A pochete é um utilitário prático e barato. Mas por um motivo obscuro, a sociedade tende a querer ridicularizar as pessoas que a usam. Eu venci isso. Saí desse aplicativo da matrix e hoje posso enxergar uma pochete como um bornal de cintura, uma mini-mochila ou uma bolseta que se prende na cintura. É um utilitário. Carrega coisas, evita que a gente se esqueça de volumes em locais por onde passamos... É barata também, comprei a minha por Doze Reais (uma simpática pochete artesanal de couro, de cor preta e bem discreta).

Uma rápida pesquisa no Google nos mostra alguns textos falando sobre a pochete. Digite "pochete" no Google. O primeiros resultado (http://homem.org/estudo-de-caso-a-pochete) traz este trecho:

" (...) Foi no final dos anos 70 que algum pesquisador (e não um estilista) adaptou um objeto que vinha de tempos antigos e solucionou de vez o problema, criando a pochete. O que o homem quer é manter os seus apetrechos à mão e de maneira que ele não os esqueça nos lugares onde vai. Carregar suas coisas na cintura sempre foi uma prerrogativa masculina. Ícones de macheza usaram formas primitivas ou especializadas de pochete: os caubóis e suas cartucheiras; os espadachins e suas bainhas; os mercadores medievais e suas bolsas de moedas de ouro presas ao cinto e até mesmo o Batman (o original de Bob Kane e não o Batiman-Feira-da-Fruta interpretado pelo Adam West), com o seu cinto de utilidades."

E este, ainda:

"Mas ainda temos uma última esperança. Do jeito que a coisa vai, muito em breve homens heterossexuais serão extremamente raros em nosso planeta. Neste dia, um homem portando uma pochete será identificado imediatamente como heterossexual genuíno e será disputado por mulheres desesperadas, que lhe oferecerão sexo em abundância em troca de furos na parede, trocas de pneus e assassinatos de baratas."

Alguns outros sites (como este: http://colunistas.ig.com.br/bombom/2009/11/19/a-volta-da-pochete/ e este também:

Os links que falam sobre moda, qualificam a pochete de "brega", "cafona" e outros adjetivos. Porém, as pochetes lançadas por estlistas famosas são "simpática bolsinha" e "utilitário fashion". A moda é um grande exemplo da manipulação da mente consumista da população. Pessoas que nao conhecemos dizem que tu deve usar a roupa "x" e "y". E que os acessórios "n" e "z" são ridículos, mesmo que nos sintamos bem usando os acessórios ridículos. E o pior de tudo, é que a maioria da populção comprará a idéia e passará a ostilizar quem está "fora da moda".

Eu não sei se a pochete voltará à moda ao não, mas seguirei usando, pois tem sido de grande utilidade para mim.