segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sonhos do Éd #25 - A covarde traição de um ser humano para com o Lobo-Guará

Noite dessas sonhei com um Lobo-Guará que tentava me convencer a deixá-lo adentrar no meu pátio. O local era numa antiga residência da minha infância lá no grande Alegrete, só que no sonho a casa ficava na zona rural, em localização desconhecida.

Não me recordo agora (e nem vou pesquisar no momento, estou com preguicinha) se já escrevi por aqui sobre o Ruffhus, um cachorro que eu tive nos anos 90/2000. Ele sumiu em 2007 e desde então só o vejo esporadicamente em meus sonhos.

Pois o citado cãozinho estava no interior do pátio, em uma espécie de canil improvisado, com cercas de tela. O guará me pedia (falando em português), com grande dose de malandragem (o que me deixou um pouco irritado, pois eu percebia pelo tom da voz dele que ele supunha que iria ser fácil me enganar) para abrir o portão e deixá-lo entrar. A verdadeira intenção dele (isso me foi revelado pela minha intuição no sonho) era entrar em meu pátio e pegar o Ruffhus. E neste momento, analisando friamente a situação, creio que ele iria me atacar e dilacerar minhas víceras em segundos. Ou não.

Ele era bastante insistente, e eu para provar que era mais esperto que ele, resolvi dar uma forcinha. Disse que só tinha um colchão por ali e que poderia colocá-lo junto à cerca para que ele o usasse como apoio para pular para dentro do pátio. Ele aceitou.

Coloquei o colchão (que tinha um tamanho gigante) na vertical pelo lado de fora. O lobo imediatamente, como um raio, recuou e avançou, pedindo para que eu o segurasse na queda. Ele subiu o colchão como se fosse uma moto em uma rampa, e ganhou muita altitude.

Quando o vi decolando, logo achei que minha estratégia de malandragem poderia ser um pouco lesiva demais, pois ela consistia em deixá-lo cair ao solo para que a dor gerada o incapacitasse, ao menos momentaneamente, de concretizar seus planos maléficos contra o Ruffhus. O salto dele foi tão alto que eu pensei que o tombo poderia ser letal, mas mesmo assim executei-o.

O Guará, quando caiu ao solo (com um estrondo terrível), tentou falar algo, mas não conseguiu. Apenas vi em seus olhos a profunda decepção. O olhar que uma criança agonizante no chão dirigiria ao pai que prometeu pegá-la quando ela se jogasse da árvore e, ao salto do filho, se omitiu, dando um passo atrás.

Meus leitores: Eu traí covarde e mortalmente o Guará. E ele morreu. :(

E morreu. :(

sábado, 5 de novembro de 2011

Feira do Livro

Estive ontem passeando na condição de leitor pela 57° Feira do Livro de Porto Alegre. Como não poderia deixar de ser, fiz minhas já tradicionais incursões pelos saldos, onde comprei pouca coisa até o momento. 

Passando pelos estandes, me dei conta que tenho lido e escrito pouca coisa, o que reflete na atual inatividade desse blog.

Outra coisa que percebi nesses últimos dias, e me inspirou a escrever este post é o seguinte: É árdua a missão de ser eu.