quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sonhos do Éd #31 - Projeto na Fábrica da GM

Eu estava em uma reunião da GM, em Antares (aquela do Érico Veríssimo). A GM iria lançar um projeto, não ficando bem claro no sonho o objetivo do projeto, nem mesmo o que seria ele. Mas eu estaria neste projeto, e viveria na fábrica por algum tempo, como se fosse um reality show, só que sem audiência. Na reunião, foi dito que o único carro que era produzido em Antares era um buggy, e que após o projeto, a fábrica se mudaria para Quaraí, pois a GM só podia ter uma fábrica em cidadezinhas, ou algo parecido com isto.

Corta a cena e eu estou na fábrica da GM em um cubículo, pouco maior que um armário. Meu irmão (o mais velho) está um cubículo abaixo, como se fosse em um beliche. Uma TV passa a "Sessão Irlandês" (se não me falha a memória é esse o nome) que é uma sessão de filmes tipo o extinto Força Total, só que passa exclusivamente filmes de ação em que irlandeses são os "mocinhos".

Resolvo ir dormir. No meio do sono, sinto terrível falta de ar, que ao que parece, fazia parte do projeto. Corta a cena e eu agora sou um colega de trabalho, sendo levado em um elevador por um funcionário da fábrica (de jaleco branco, que nem nos comerciais). Estou sendo (meu colega) levado em um elevador, para um andar alto, porque cometi uma infração disciplinar (parece que eu xinguei alguém durante a falta de ar) e vou ser ouvido por algum chefão. Quando chegamos ao andar em que vou ser ouvido, é um andar aberto, que dá vista para várias escadas rolantes no interior da fábrica. Eu volto a ser eu novamente. Não há ninguém além de mim neste andar. São quase 7 da manhã.

Decido então cantar a música Caçamba, do grupo Molejo (descobri pois pesquisei no Google depois que acordei), como forma de protesto. Logo na primeira frase um encarregado de disciplina do Projeto ouviu e olhou pra cima, dando um leve sorriso. Surpreendentemente, no sonho sei toda a letra da música e sigo cantando, a medida que estagiárias e funcionários saem do trabalho e outros chegam para trabalhar. As escadas rolantes, lá pela metade da música, parecem um formigueiro de tanta gente, todos sambando e curtindo muito a minha atuação musical.

No finzinho da música, já estou em um shopping (provavelmente em Porto Alegre) em uma fila pra comprar suco. Atrás de mim, uma fila para comprar sorvete. Na fila do sorvete, um cara faz o acompanhamento no cavaquinho. Chega minha minha vez na fila. Já parei de cantar. E agora, suco ou sorvete ? Refrigerante, eu decido, antes que o atendente possa me perguntar.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

O Fantástico Mundo do Facebook

Eu uso o Facebook. E gosto desta ferramenta, pois facilita bastante a comunicação. Mas o Facebook é um lugar estranho.

 Pessoas comuns tentam se passar por "seres fantásticos", indivíduos tentando "provar" (se é que se pode provar) que são felizes, putas insofismáveis tentando se passar por santas, policiais de cidades pacatas e pequenas dando a entender que entram em favela todos os dias...

Na verdade, eu noto que algumas pessoas tentam forjar personagens, querendo mostrar o que não são para compensar as suas frustrações com a vida. Na vida real é mais difícil fingir um personagem o tempo inteiro. Então usa-se essa ferramenta como uma fuga da realidade. É um tipo de novela, só que mais sofisticado. É mais sofisticado porque pode nos deixar sem pensar por várias horas, diferentemente da novela, que dura, creio eu, 1 hora ou duas. E também é mais sofisticado porque pode nos fazer refletir, a exemplo de pessoas que o usam como uma ferramenta de comunicação e conscientização.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

His(es)tórias do Éd #5 - Um sonho de criança

Lá pelos idos de 1988, 1989 (sim, eu já era nascido) eu morava em uma pensão (esse costume vem de infância, como se pode notar). Meus pais gerenciavam um estabelecimento desse tipo, e nós morávamos no mesmo prédio onde funcionava a hospedaria. Lá, do alto dos meus 4 ou 5 anos de idade, pude ver diversos tipos de pessoas, em um tempo em que a TV Guaíba passava filmes de faroeste de tarde.

Certo dia (ou noite, não me lembro no momento), vi uma porta de um dos quartos aberta e enxerguei lá dentro um fogareiro de duas bocas, cor azul-azulejo-de-banheiro. A partir daquele instante, passou a ser um dos meus sonhos ter um daqueles. Desde essa época passei a achar que o nome daquilo era "liquinho", mas uns 20 anos depois descobri que liquinho, na verdade, era o botijão de gás pequeno que geralmente se usa com esse aparato.

Durante vários períodos esse sonho ficava adormecido, mas de vez em quando, era relembrado por algum fato. Nos últimos anos, essa vontade de ter um fogãozinho duas bocas sonho se tornou mais forte, devido ao fato de que em minhas pesquisas sobre motorhomes (esse, um sonho ainda não-realizado), volta e meia estava lá um fogareiro duas bocas em alguma foto de trailer ou motorhome. Aliás, eu acho que ainda não saí da infância, por isso esses sonhos persistem. Eu já disse por aqui que a vida de adulto é bastante chata. Se não disse, eu quis dizer.

Pois bem. Ontem, pela manhã, por módicos R$ 30 realizei meu sonho. Entrei em um brick (loja de móveis e eletros e qualquer coisa que se queira vender usados) para comprar um fogão e uma geladeira. Escolhi a geladeira, e não gostei dos fogões expostos. Foi quando dei de cara com o fogareiro, jogado em canto. Não resisti.

Meus sonhos até que não são caros.

Meu fogareiro, na Maravilhosa Cozinha do Éd (sim, eu sou pobre).


domingo, 30 de setembro de 2012

Sonhos do Éd #30 - O dia em que eu virei o Batman

Um Batman-Robert-Downey-Jr-sem-máscara estava conversando com um Robocop-Homem-de-Ferro-Dolph-Lundgren-Sem-Capacete (por isso eu sabia que era o Dolph Lundgren e o Downey Jr) em um prédio abandonado, às margens do rio Guaíba, em Porto Alegre. De repente, Robocop leva um tiro certeiro na cabeça, disparado de um prédio localizado em uma das tantas ilhas que circulam a capital do estado. Ele amolece as pernas mas permanece em pé.

Nesse momento, eu assumo o comando do Batman-Robert-Downey-Jr-Sem-Máscara e peço pro Robocop me dar cobertura. Ele saca a sua pistola gigantesca (nofffa !) e começa a atirar. Eu pego uma carabina com luneta e começo da disparar contra a janela da onde os disparos são efetuados contra nós. São muitos. E a má notícia: eles vão destruir o mundo. E vão começar por Porto Alegre.

Começo a me dar conta da situação. Eles já estão no processo de destruição do mundo, e no prédio abandonado tem alguns resistentes. Em meio ao tiroteio penso no seguinte: se eles vão destruir o mundo, e estão em Porto Alegre, vão demorar um bocado pra chegar em Uruguaiana ! Se chegarem !

Me despeço dos rebeldes então e parto rumo a Uruguaiana (ainda como Batman-Robert-Downey-Jr). Passei por vários andares do prédio, mas não lembro quase nada desta parte, apenas flashes. Mas eu estava em um andar bem alto. Quando desci, passei nadando por laguinhos estilo gibi da Turma da Mônica (pelo jeito o Batman sabia nadar) e  caminhava estranhamente apenas dando a volta no prédio (que agora era uma mega mansão perto de uma floresta). Eu não conseguia partir rumo à Uruguaiana.

Em determinado momento me é revelado, através de um flashback, que o Batman tinha feito um acordo com o líder dos destruidores do mundo. Na verdade ele queria pressionar o seu pai (dono da mansão) para vender o imóvel. Como o velho se negou, ele fez um acordo com o líder deles para invadir a casa. Mas tudo isso foi feito antes que eu assumisse o controle dele. Me senti traído, pois eu achava que poderia confiar no Batman. Neste momento desocupo o Batman-Robert-Downey-Jr-Sem-Máscara, pego uma trouxinha de pano, um graveto, coloco no ombro e parto, desiludido (afinal, se não posso confiar no Batman, em quem vou confiar ?) rumo à Uruguaiana, a pé. 

Mas antes, resolvo fazer um caminho indo por Cruz Alta, através da floresta (fiquei com medo de ser interceptado pelos vilões na BR 290). Em uma encruzilhada, ainda descubro, através de populares, que aquele caminho iria para Santa Catarina.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

De volta à Uruguaiana

Me encontro residindo em Uruguaiana, novamente, desde o dia 21 de Setembro. Após 2 anos e 15 dias na capital do estado, tive a oportunidade de regressar à fronteira, de forma que ficarei por aqui durante uns tempos.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Sonhos do Éd #29 - O Fim dos Tempos ?

Não lembro do início do sonho. Eu já vinha pelo corredor, pra entrar na aula. A princípio, o local era o último lugar que eu estudei (ideologicamente) mas fisicamente era o CESB (Colégio Estadual São Borja), instituição em que estudei por alguns anos, na Terra dos Presidentes. Eu  caminhava de chinelo e bermuda, quando me dou conta que as regras do local não permitiam esses trajes.

Ao chegar em frente à sala de aula, já cheia e com a professora, me abaixo e começo a mentalizar um abrigo (o tênis já tinha se materializado enquanto eu caminhava). Abrigo mentalizado, vou cruzando a sala para me sentar no meu lugar, quando percebo que estou em um sonho. Imediatamente começo a flutuar, me movimentando rapidamente em círculos, enquanto falo para a turma que estamos todos em um sonho. Ninguém acredita nas minhas palavras. Paro de flutuar e tento convencê-los no discurso, que também não vem dando resultado, até eu enxergar meu pai (em duas versões) sentado na sala: um na frente, outro no fundo da classe. Paro e digo dramaticamente "Se não estamos em um sonho, como explicam o fato de termos dois Sérgios na sala de aula ?". Silêncio. Eu havia exposto um argumento fortíssimo. Ninguém respondia nada. Pergunto diretamente para uma colega, então:

- Tu acha que isso aqui é um sonho ?
- Não.
- Como tu explica então o fato de termos duas pessoas iguais na sala ?
- Sei lá, alguma coisa genética.

Depois disso um enorme clarão, como se fosse um bomba atômica explodindo, aparece e quebra as vidraças do colégio. Uma ventania que acompanha o flash espalha livros didáticos pelo pátio do colégio. Pessoas se desesperam. Esqueço que estou em um sonho. Na sequência, exergo dois meteoritos caindo ao longe, em um intervalo de poucos segundos entre um e outro. Penso, estatisticamente, na probabilidade de caírem no mínimo dois meteoritos (pois considerei que a primeira explosão deveria ser um meteorito, igualmente) em Uruguaiana (nesse momento o sonho está se passando lá) em tão curto espaço de tempo. Concluo então que é o fim dos tempos. As pessoas se desesperam, andam para todos os lados. Decido então proteger uma velhinha que está do meu lado, pois eu e várias outras pessoas assistíamos a cena pela janela. Pergunto se ela já tinha vivido algo assim. Ela disse que não. Digo que é o fim dos tempos. Esqueci de proteger a velhinha e corro pra fora da aula. 

No saguão, duas mulheres (uma feia e uma meio gostosa, que existem na vida reale) matam as pessoas que correm em direção à escada, com uma 12 automática e uma carabina com luneta automática também, que a julgar pelo aspecto externo, parecia ser essas de pressão, chumbinho 5,5mm. Mas matava as pessoas.

As duas mulheres têm pane em sua arma, com poucos segundos de diferença. Elas não sabem solucionar, pois ficam nitidamente sem saber o que fazer. Aproveito a oportunidade e pulo na arma da mais feia e agarro o rifle com firmeza. Ela pede ajuda para alguém atrás de mim (o nome da pessoa era Paulo, me parece). Na sequência, desfiro violenta cotovelada (sem largar a arma) nela que a faz cair vários degraus abaixo (estávamos na boca de uma escada). Fico com a carabina nas mãos.

Quando me viro, o Paulo é uma velha misto de Glória Menezes com Dercy Gonçalves que vem em minha direção, correndo com fúria. Ponho-a fora de ação com vários tiros no tórax. Percebo que uma das mulheres tenta voltar ao saguão subindo a escada, me viro para atacá-la com uma coronhada. Ela foge, com sua jaqueta de couro preta, antes que eu consiga descer dois degraus. Digo ameaçadoramente "ahs... te dou uma comida já...", e desisto de empreender a perseguição, pois há pessoas em perigo no saguão.

Acordo.


sábado, 18 de agosto de 2012

Sonhos do Éd #28 - A Frase Misteriosa

Não me lembro do sonho de hoje, mas ao acordar anotei rapidamente a frase que eu acabara de proferir (ou ouvir, não lembro) no sonho:

VOCÊ PODE APAGAR A LUZ, MAS NÃO PODE APAGAR O QUE OS OLHOS VIRAM.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

His(Es)tórias do Éd #4 - A Mosca que se Transformou em uma Mancha

Ontem eu estava almoçando, quando distraidamente percebi uma mosquinha (dessas que ficam nas frutas) sobrevoando uma laranja de umbigo que estava sobre  mesa. A mosquinha lentamente pousa sobre a fruta. Imediatamente faço um gesto para espantá-la, e ela permanece imóvel. Pego a laranja, intrigado com a falta de ação do inseto e constato, espantado: A MOSCA TINHA SE TRANSFORMADO EM UMA MANCHA DA FRUTA !

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Filmes que o Éd assistiu #2 - Fuga de Los Angeles

Antes de discorrer sobre o filme em si, um parêntese: Não sou entendido sobre cinema. Não entendo de diretores, roteiristas, fotografia, sonoplastia e esses negócios todos de filmes aí. Inclusive na descrição do blog nem faço referência à filmes. 

Entretanto, é um hábito que tenho e uma coisa que gosto de fazer, assistir filmes. Até porque é uma manifestação artística que pode ser (e muitas vezes é) bastante profunda. Aliado à isso, como gosto de expôr a minha opinião, eventualmente escrevo sobre filmes que assisto. 

O filme é muito ruim. Se o meu texto fosse só isso já seria o bastante. Li em alguns lugares que o primeiro filme da série (Fuga de Nova York) é bom. Ainda não o vi, mas pretendo ver. Mas o Fuga de Los Angeles chega a ser engraçado de tão ridículo. Eu sinceramente penso que o filme é uma paródia. Não creio que seja sério. Os efeitos especiais são do nível de Casseta e Planeta nos anos 90. As situações criadas no filme e alguns personagens parecem meio "forçados" (surfar no maremoto, ser capturado por capangas do cirurgião de Beverly Hills, o "vilão" com estilinho Che Guevara, a filha patricinha do presidente).

O enredo em si eu achei até legal. Gosto de filmes "apocalípticos-com-crítica-à-sociedade-consumista". Algumas cenas são engraçadas (tipo o presidente escondido embaixo da mesa, com medo), mas quase tudo no filme soa um pouco artificial, incluindo a cena citada.

A única "desculpa" pra salvar esse filme é que ele é uma comédia disfarçada. Uma paródia de filmes deste estilo (ou até do primeiro filme). Um fato curioso: Em determinada cena, Snake tem que fazer 10 pontos no basquete, tendo 10 segundos para ir de uma cesta até a outra. Se falhasse, seria morto. O "vilão" disse (na versão dublada) que só valiam cesta de 2 pontos. Na penúltima cesta tenho quase certeza que foi de fora do garrafão,  mas no último ponto com certeza foi de 3 (foi do outro lado da quadra). Mas ele foi considerado vencedor mesmo assim. Fiquei sem entender por que ninguém ressaltou que só valiam cestas de 2 pontos. Mas não liguei muito, eu já estava torcendo pro filme acabar.


domingo, 17 de junho de 2012

Filmes que o Éd assistiu #1 - Falcão, O Campeão dos Campeões

Assisti recentemente o filme Over the Top (Falcão, O Campeão dos Campeões). Há alguns anos que eu não assistia o filme, que seguramente é um dos meus favoritos. As análises contidas aqui levam em consideração a versão dublada, pois os diálogos originais são um pouquinho diferentes, embora tenham em essência o mesmo significado

O filme é basicamente, uma metáfora da vida. O filho criado a leite-com-pera (Michael) e o pai ausente que o abandonara anos antes (Lincoln Falcão, ou Lincoln Hawk no original), numa jornada de aprendizado. O homem forjado pelas dificuldades da vida e o garotinho arrogante que acha que já sabe tudo.

Interessante notar que a mãe de Mike (prevendo que iria morrer) pediu para Falcão levá-lo até a residência onde o garoto mora, que dista 2 ou 3 dias viajando de caminhão, e que também ficasse com  a guarda dele. Isto nos leva a crer que ela gostaria que seu filho tomasse jeito de homem, combatendo as frescuras que o mesmo adquiriu com anos de criação à base de Ovomaltino. 

Para isso, ninguém melhor que o seu pai, um homem que vivia no mundo "lá fora", longe dos muros da mansão de Cutler, o avô milionário do garotinho. A cena do garotinho soltando a franga ensandecidamente quando descobre que seu pai mandava cartas (que Cutler escondia) é um dos primeiros "choques de realidade", onde ele passa a ver que o seu pai não é o monstro que o seu avô pintava. Ato contínuo a isto, quando o filho conversa pelo telefone com sua mãe, a mesma diz que  "é importante" o garoto ter esta viagem com o pai, e que "há coisas que você ainda não viu, filho", deixando claro que o filho precisava enxergar que o mundo era maior que a mansão de Cutler e que o Colégio Militar onde ele estudava.

Outro ponto do filme é que não fica revelado o porquê de Falcão ter abandonado esposa e filho. Quanto a isto, Christina apenas diz que Lincoln teve seus motivos.

O aprendizado é uma via de mão-dupla. O menino disse que há coisas mais importantes que músculos, o que está absolutamente certo. Porém, o mesmo considera o seu pai, pelo fato de ser um lutador (de luta de braço) e caminhoneiro, um completo ignorante. A cena do guri dirigindo o caminhão mostra que dirigir um caminhão não é algo exclusivo para ignorantes, mas uma atividade que também tem as suas complexidades.

O divisor de águas do filme, que eu considero o ponto alto da película, é após a luta-de-braço de Mike (uma melhor de 3) em que ele perde a primeira e sai soltando a franguinha e chorando. Hawk vai atrás dele e lhe dá algumas recomendações para a vida, dizendo para o seu rebento que ele era uma criança rica e estragada, que sempre teve o que quis na mão. O momento era de fazer por si mesmo, reforça. Na versão dublada ,a frase clássica "O mundo não para de girar. Se você quer, tem que pegar", no original é algo parecido com "O mundo não dá nada pra ninguém". Ante o medo ainda persistente do piá, o personagem de Sly arremata dizendo que se ele perdesse, que perdesse como um vencedor e se não fosse, iria se arrepender pelo resto da vida.

Essa cena demonstra que a semente plantada por Falcão estava a ponto de germinar e o garoto estava quase pronto para amadurecer, tanto que após isso, eles descobrem que Christina morreu, o que no filme representa o início do amadurecimento do playboyzinho.

Para mim, o filme poderia terminar depois que mike volta e vence as duas restantes (e ainda ganha uma graninha), o resto do filme é apenas a complementação da história desenvolvida e um pouco de ação.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Classificação final do IV Torneio Aberto do Shopping DC

Conforme prometido, segue a tabela de classificação do torneio de xadrez que disputei no último sábado. Olhando a tabela vejo que tem um intruso (grifado) em sexto lugar. Eu realmente não deveria estar ali, mas a sorte colaborou comigo.

Demais considerações já feitas na postagem anterior.


Place Name                       Feder Rtg  Loc  Club            Score M-Buch. Buch. Berg. Progr. Wins
  1   Eduardo Munoa              Abs   2206 2178 Porto Alegre    6.5      23.0  32.0 29.00   27.0    6
  2   MF Luiz Ney Menna Barreto  Abs   2310 2267 Criciúma-SC     6        23.5  33.5 27.50   26.5    5
  3   Felipe K. Menna Barreto    Abs   2247 2202 Itajaí-SC       5.5      22.5  31.5 22.00   24.5    5
  4   Eider Tiago da cruz        Abs   2133 2002 Concórdia-SC    5.5      20.5  28.0 21.75   20.5    4
  5   Elisandro Silva Pimenta    Abs        1800 Alvorada        5        22.0  31.0 19.00   20.0    5
  6   Ederson Silveira Santos    Abs             Porto Alegre    5        20.5  29.0 19.75   19.5    4
  7   Anderson Donay Martins     Abs   1946 1982 Pelotas         5        19.0  28.5 17.00   21.0    5
  8   Daniel Becker Pertuzatti   Abs   2011 1939 Pelotas         5        19.0  27.5 17.00   22.0    5
  9   Vinicius Amaro Etlz        Abs             Porto Alegre    5        19.0  26.5 18.00   18.0    5
 10   Dayan Kuhn Deste           Abs        1945 Porto Alegre    5        17.0  24.5 17.75   20.5    4
 11   Adair Schwambach           Vet        1800 São Leopoldo    4.5      20.5  29.0 15.75   15.0    4
 12   André Ricardo Boff         Abs        1912 Caxias do Sul   4.5      20.5  28.5 16.75   18.0    4
 13   Marcio N. C. Dornelles     Abs        1953 Porto Alegre    4.5      19.0  26.5 17.50   17.0    3
 14   Iuri Alan Pasini           Abs   2001 1912 Campo Bom       4.5      19.0  26.5 15.25   20.5    4
 15   Fábio Goetz                Abs        1951 Novo Hamburgo   4.5      18.0  24.5 14.25   15.5    4
 16   Antonio Ossi               Abs        1793 Caxias do Sul   4.5      16.0  23.5 13.75   16.5    3
 17   Jairo Luz                  Abs        1787 Porto Alegre    4.5      15.0  20.5 11.75   14.5    4
 18   Franklin Carvalho Nunes    Abs        1800 Novo Hamburgo   4        24.5  33.0 16.50   22.0    4
 19   Luiz E. Serra Azul         Abs   2089 2021 Porto Alegre    4        23.5  32.5 17.00   21.0    4
 20   Everton Togni              Abs        1843 Porto Alegre    4        23.0  30.5 14.50   18.0    4
 21   Jair Cardona Bueno         Abs   1923 1859 Porto Alegre    4        19.5  27.5 13.00   19.0    4
 22   Dorli Ramsés Rosa          Abs        1800 Canoas          4        18.0  25.5 12.00   15.0    4
 23   Peter Rangel Haas          Abs             Sta Cruz do Sul 4        18.0  25.0  8.00   14.0    3
 24   João Carlos Orguim         Abs   1922 1948 Porto Alegre    4        17.5  26.5 13.00   16.0    4
 25   Guilherme Declerque        S18M            Porto Alegre    4        16.0  22.0 11.00   14.0    4
 26   Yuri Silva Tamanini        S18M       1800 Alvorada        4        15.0  22.0 11.00   14.0    4
 27   Jailton Cruz               S18M            Porto Alegre    4        15.0  22.0 10.50   11.0    4
 28   Vinícius Chemale Budde     Abs        1882 Porto Alegre    3.5      22.5  31.5 13.75   17.5    3
 29   Willian Soares Ramos       Abs        1800 Alvorada        3.5      20.5  27.0 11.25   15.0    3
 30   José Luiz Aragão           Vet        1802 Porto Alegre    3.5      18.0  25.0 10.75   16.0    3
 31   Sergio Barbisan Junior     Abs             Caxias do Sul   3.5      17.5  25.0  7.75   14.0    2
 32   Ian Fischer Schilling      S18M       1799 Novo Hamburgo   3.5      14.5  22.0  8.25   11.5    3
 33   Airton Dias                Abs        1800 Porto Alegre    3.5      14.0  19.5  9.25   14.0    3
 34   Natanael M. C. Noronha     Abs        1807 Alvorada        3        22.5  29.5 10.50   13.5    2
 35   Bruno de Moraes Teixeira   S18M       1800 Pelotas         3        22.0  30.0 12.00   17.0    3
 36   Antônio Benevenga          Abs        1830 Porto Alegre    3        19.0  26.5  7.50   15.0    3
 37   Bruno Silva Gonçalves      S18M            Porto Alegre    3        17.5  23.5  5.00    8.0    2
 38   Gustavo Santos Cardoso     S18M       1800 Pelotas         3        16.5  22.5  6.50   13.0    3
 39   Esídio Mentges             Vet        1774 Campo Bom       3        15.5  22.5  7.00   12.0    3
 40   Eduarda Groehs             S12F            Novo Hamburgo   3        14.5  20.5  5.50    8.0    3
 41   Maikon Diel                Abs        1701 Dois Irmãos     3        14.0  20.0  5.50   12.0    3
 42   Abias Jacobsen             S12M            São Leopoldo    3        13.5  19.5  4.50    8.0    3
 43   Yuri dos Santos Miranda    S18M            Porto Alegre    3        13.0  18.5  5.50    8.0    3
 44   Gabriel Garcia             S12M            Porto Alegre    3        13.0  18.0  4.50   10.0    3
 45   Pedro Oravec Rosa          S12M            Porto Alegre    3        11.0  16.5  6.00    9.0    3
 46   Armando Scharlau           Abs   1705 1848 São Leopoldo    2.5      20.5  29.0  8.75   14.5    2
 47   Renan Figur                S18M       1800 Novo Hamburgo   2.5      18.5  25.0  5.25   13.5    2
 48   Vagner Oselame             Abs             Porto Alegre    2.5      18.0  25.5  8.25   10.0    2
 49   Paulo Ricardo Izidro       Abs        1800 Porto Alegre    2.5      17.5  24.0  6.50   14.0    2
 50   Bruno Luís Carvalho        S18M            Porto Alegre    2        16.0  22.5  2.00    7.0    1
 51   Taysson Xavier de Lima     S18M            Porto Alegre    2        15.5  22.0  3.00    8.0    1
 52   Leonardo Cassal            S18M            Porto Alegre    2        15.5  20.5  3.00    7.0    2
 53   Amanda Chaves Oliveira     S18F            Porto Alegre    2        14.5  20.0  5.50    9.0    2
 54   Alexandre Snel             S18M            Novo Hamburgo   2        14.0  20.0  5.00    9.0    2
 55   Tânia Boff Lipert          AbsF            Porto Alegre    2        13.0  18.0  3.50    5.0    2
 56   Tchandra Nissen            S12F       1762 Cachoeirinha    2        12.5  18.0  3.00    7.0    2
 57   Nicolas Simsen Garcia      S18M            Minas do Leão   1.5      14.5  19.0  0.75    5.5    0
 58   Luciano Santos Maurmann    S12M            Cachoeirinha    1.5      14.5  19.0  0.75    3.5    0
 59   Larissa Raiane S. Silva    S18F            Porto Alegre    1        13.5  18.5  3.00    5.0    1
 

domingo, 13 de maio de 2012

Aos tabuleiros, de novo !

Participei neste último sábado (12/05/2012) do IV Torneio Aberto DC Shopping de Xadrez, aqui em Porto Alegre, obviamente no Shopping DC Navegantes.

Consegui um 6° lugar disputadíssimo, fazendo 5 pontos em 7 rodadas (4 vitórias, 2 empates e 1 derrota). Os três primeiros lugares foram ocupados por 3 ex-campeões gaúchos (Eduardo Munoa, Luiz Ney Menna Barreto e Felipe Menna Barreto, nesta ordem).

Fui contemplado com bastante sorte durante o torneio, pois os adversários mais fortes que eu enfrentei cometeram alguns deslizes, o que me possibilitou resultados inesperados, e R$ 50 inesperados da premiação (deu até pra comprar pizza).

Minha única derrota na competição foi justamente na primeira partida. Fui superado pelo enxadrista Franklin Carvalho Nunes. Não conhecia o adversário (até pelo fato de eu estar há muitos anos longe dos circuitos estaduais, participando de torneios de forma esporádica apenas), mas o mesmo demonstrou um jogo bastante seguro e me ganhou de forma fácil, inclusive.

Destaque positivo foram os empates com o 4° lugar no Campeonato Gaúcho do ano passado, Eider Cruz e também com Dayan Deste, forte enxadrista da capital. A vitória contra Anderson Donay Martins (campeão gaúcho sub-20) ocorreu no detalhe, em um final de peões.

Estes resultados positivos se deveram principalmente à sorte que tive em enfrentar tão fortes enxadristas em dias ruins, proporcionando-me preciosos pontos aos quais me agarrei "com unhas e dentes".

Do torneio, vale ressaltar que foi muito bem organizado, tendo a pontualidade como principal destaque e o ambiente estava bastante propício para a prática enxadrística. Em breve posto por aqui a tabela da classificação final.


sábado, 7 de abril de 2012

Sonhos do Éd #27 - His(es)tórias do Éd #3

Não sei se essa postagem é um sonho ou uma His(es)tória do Éd... Por via das dúvidas, decidi publicar esta postagem híbrida.

Hoje à noite sonhei que eu estava fazendo compras em um mercado, misto de Baklizi (da rua Gen. Canabarro em Uruguaiana) e o antigo Fronteira (São Borja). Lá pelas tantas (depois de rodar por todo o mercado), resolvi ir dar uma olhada nos bolos, só que no meio do caminho resolvi mudar de idéia e fui pegar um pão. Nesse caminho, ainda passei por uma promoção nos refrigerantes: 2 garrafas pet de 600ml com um pão de formato de panettone (sem embalagem nenhuma) por R$ 9 e uns quebrados. Bem no fim acho que não peguei pão nenhum, mas vi um trabalhador levando o seu pão d'água "para as crianças".

Neste momento, aconteceu algo incrível. Eu comecei a pensar como se fosse eu mesmo, no sonho. Aí então que este post passa de sonho para uma His(es)tória:

Quando eu era criança, eu tinha vontade de mudar o mundo. Ainda tenho, na verdade. A primeira coisa que decidi que faria para mudar o mundo foi que eu seria um adulto que tomaria café da manhã e comeria doces. 

Digo isso porque cresci em um meio onde adultos raramente comiam doces e nunca tomavam café da manhã. Nesse mundo incrivelmente chato dos adultos, o pão e o leite eram apenas para as crianças, assim como escovar os dentes. E isso tudo, lá na minha distante (mas nem tanto) infância, me parecia uma tremenda chatice. Ainda hoje, já do lado de cá, continuo achando estranho esse hábito, e tenho me esforçado bastante para mudar o mundo (pelo menos nesse sentido). 

Interessante notar que esse pensamento começou no sonho, então fui gradualmente acordando, enquanto desenvolvia o raciocínio. Levantei, tomei meu café e vim escrever o texto. Mudar o mundo não é tarefa fácil.

Hipócritas !

Talvez eu já tenha dito isso por aqui, mas não custa dizer mais uma vez. A sociedade é hipócrita. 

Li uma matéria sobre um homicídio de um empresário de Porto Alegre, através de um link em uma rede social. E nos comentários do link, diversas pessoas comentando sobre o horror, a barbárie e o absurdo de termos que viver atrás das grades, enquanto os bandidos estão soltos (clichê). Concordo que realmente o crime do homicídio em si é um horror. Creio que seja, aliás. Eu nunca fui assassinado. O ruim mesmo é para quem fica, com a dor da perda e muitas vezes presenciando a impunidade.

Não é isso que quero criticar. O que despertou minha ira foi ler um comentário dizendo que determinado jornal tinha dado pouco espaço para esse homicídio de empresário (pelo que entendi foi só uma nota, não um matéria de página inteira, no tal jornal). Igualzinho muitos homicídios na capital e interior do estado, que apenas recebem poucas linhas nos jornais (até porque não tem espaço pra todos).

Quer dizer que neguinho no fundão da vila pode ser executado com vários tiros e ganhar só uma nota de rodapé no jornal, mas o empresário ricaço não ? As elites são hipócritas. Pagam de benfeitores dos animaizinhos, enquanto filhotes de  sua espécie morrem de fome. Pobre vileiro pode ser assasinado à vontade, na frente de casa. Rico não. E no bairro nobre então... Barbárie ! Pena de morte para o assassino ! Aonde esse Brasil vai parar ?!

O Brasil não vai parar em lugar algum meus senhores, ou talvez até já tenha parado... há anos vai nesse ritmo. As estatísticas estão aí para serem apreciadas. Certas pessoas só acordam para realidade quando a criminalidade e a violência batem na sua porta de maçaneta de madrepérola. Aí é o Horror (do Apocalypse Now).

Parafraseando um famoso personagem do cinema brasilero, "... do apartamentinho de vocês, aqui da zona sul, não dá pra ver esse tipo de coisa não."

sábado, 24 de março de 2012

His(Es)tórias do Éd #2 - A gorda que chamou um lutador de covarde

Oscar de la Hoya foi um grande boxeador. Fez grandes combates e procurava sempre as melhores lutas. Ele falou certa vez que não aceitava que alguém dissesse que determinado lutador não tinha "fibra". Ele justificou citando que não importa se o lutador é um campeão do mundo ou um lutador de 4 rounds, pra subir em um ringue e lutar,  há que se ter fibra.

Eu concordo com ele. Covardes não lutam. Um cagão entraria em um ringue no máximo para dar instruções para seu atleta. Certa feita estava eu em viagem pelo RS, assistindo a uma luta na arquibancada de um ginásio, quando uma gorda (que eu já conhecia previamente) de mais de 100 kg chamou um determinado lutador de covarde. 

O referido lutador não tinha potencial ofensivo ante um oponente que dominava o combate. Faltou atitude ofensiva, eu diria. Mas o fato dessa gorda chamar o lutador de covarde me irritou profundamente na época, tanto que escrevo estas linhas mais de 3 anos após o fato.

É muito fácil uma pessoa que jamais se animou a lutar, rotular alguém como "covarde", enquanto esse alguém expõe a própria integridade física, em uma fria noite de Agosto. Mais fácil ainda é dizer isso bem agasalhado, no lado seguro das cordas (o lado de fora), e mentir para as amigas da cidade que está se preparando para estrear nos ringues (fato até o momento que escrevo esta linha não concretizado).

A crítica é algo muito fácil e muito comum. Tão fácil e comum que faço uma crítica direta neste texto. O que me revolta é o fato de uma pessoa não ter a mínima condição sequer de comentar a respeito de um assunto, fazer uma crítica grave.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sonhos do Éd #26 - Se cagando em sala de aula

Esses dias sonhei que me caguei em sala de aula, na frente de todos. A sala era na cozinha de uma antiga residência minha em São Borja. O professor me pergunta algo sobre escravidão (era uma aula de português). Eu puxo um papelzinho e começo a explanar sobre o assunto, em pé, à frente da classe, juntamente com mais uma colega.

Eu vestia uma camiseta branca sem estampa e uma bermuda de cestão, que eu usava no fim dos anos 90 (justamente quando morava nessa casa). De repente, tento acomodar um peidinho de forma q ele saísse sem ruídos. Discretamente dou um passo para trás. Foi a minha falha. Acabo despejando uma enorme massa fecal (que atravessou a bermuda) no chão. Imediatamente o professor faz uma cara de estranheza, e diz que eu posso prosseguir com a explicação, se quiser. Saio rapidamente pra pegar um pano e um balde para limpar a sujeira, antes que alguém perceba. Quando estou chegando com o pano, uma colega salta a bosta gritando "Ai que nojo!" Tento limpar rapidamente o chão. 

Acordei.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Boxe - Os técnicos

Iniciei neste mês uma cadeira específica sobre filosofia na minha pós-graduação. Na última quinta-feira, lendo o material acadêmico, me dei conta que precisava escrever o presente texto, que há tempos venho preparando, tendo inclusive conversado com vários profissionais da área. Além disso, li um excelente artigo no site Ringue Master sobre treinadores de boxe, o que me motivou a escrever sobre coisas que não li no citado site. 

A notícia da morte de Angelo Dundee, um dos maiores técnicos de boxe de todos os tempos, foi o estopim de que eu precisava pra deixar de lado as procrastinações e escrever.

Como as idéias foram se aprofundando em conversas com pugilistas, treinadores, admiradores e secadores (alguns enquadrados em mais de uma dessas categorias), resolvi dividir o texto. Vamos então falar sobre técnicos de boxe.

Eu treinei com diversos técnicos ao longo da minha até o momento, curta carreira pugilística. E durante esse período também conheci e observei diversos outros técnicos, no Brasil, na Argentina e no Uruguai. O que estará escrito aqui vem das minhas observações e conversas com técnicos de boxe.

Primeiro ponto: técnicos não são vencedores nem campeões de boxe. Podem ter sido como lutadores. Ou serem vencedores em suas vidas. Mas o técnico fica do lado seguro das cordas. Não leva mais bordoadas, nas palavras de um folclórico treinador gaúcho. Um técnico pode formar um campeão. Ou vários. Mas aí ele será um formador de campeões, não o campeão. Deixem os louros da vitória pra quem deu a cara a tapa. Digo isso porque vi muitos técnicos que fazem pose de campeões e/ou malvadões. Geralmente é pra tentar suprir a frustração de não ter superado o MEDO de lutar.

Isso me lembra agora o segundo ponto: o MEDO. Muitas pessoas procuram academias de boxe (e outras lutas também, mas vou me ater ao boxe, que é a minha luta) pensando em lutar. Todo homem que quando garoto viu algum filme de boxe, em especial os da cine-série Rocky, sonhou em lutar. Se imaginou entrando num ringue e trocando golpes com um adversário. Alguns desses acabam procurando então (ou se deparando com) alguma academia. Uma boa parte destes que pretendem lutar acabam não conseguindo vencer o medo e nem chegam a estrear. Outros, um pouco mais corajosos, conseguem estrear e até mesmo fazer uma meia dúzia de lutas, e só. O medo sofre um pouco mais, mas acaba vencendo. Vários desses frustrados acabam virando técnicos (alguns excelentes, por sinal), outros viram secadores (tema de um próximo post) e outros seguem suas vidas de outra maneira. Inúmeros superam a frustração, sendo técnicos ou não.

E aí está o ponto que quero chegar: o TÉCNICO MALVADÃO, tenha certeza: é um CAGÃO que não conseguiu superar seu medo de lutar. Ele então se dedica a treinar lutadores e botar banca de BAD BOY nos eventos. Mas lutar que é bom nada. Certa vez vi em um evento aqui na região metropolitana de Porto Alegre, um sujeito ser chamado para ser jurado de uma luta. Era um jovem. Eu diria 24 anos no máximo. Enquanto ele era anunciado, caminhava com a cara feia e uma regatinha da sua academia. Foi então que o anunciador disse q ele estava dando aulas em sua cidade (uma cidade pequenina, realmente não lembro qual). Nesse momento então fiz as associações em fração de segundo: Lutou 1 ou 2 lutas + não superou o medo, mas precisa ser MALVADÃO + fez curso de instrutor de boxe + tá dando aula = TÉCNICO DE BOXE MALVADÃO.

Aliás, ser MAU é uma característica de lutadores, não de técnicos. O lutador botará a sua "MALDADE" a prova. O técnico jamais.

O terceiro ponto que eu queria tocar é uma peculiaridade do Rio Grande do Sul (creio que no resto do Brasil também, mas como em território nacional lutei só no RS, este será o exemplo): Muitos treinadores têm ÓDIO de boxe profissional. Conversei com dois lutadores profissionais gaúchos e os dois concordaram comigo, cada qual tentando explicar esse "fenômeno". Não pretendo me alongar nesse ponto. Provavelmente volte a ele em um artigo futuro.

Tive a honra de treinar com diversos treinadores, como foi dito mais acima. Todos eles de estilos bem diferentes (embora 2 deles tenham sido formados pelo meu formador). Mas nem todos os que me treinaram subiram ao córner comigo. Aliás, o córner é algo que me faz não ter vontade de ser técnico. Eu dificilmente consigo fazer o que o meu treinador pede, durante a luta. E nas vezes que me aventurei no córner de lutadores, como segundo (inclusive em lutas profissionais), constatei que é raro um lutador que consiga seguir as suas instruções, por mais fáceis que elas sejam. Enxergar o caminho da vitória e saber que ele está ao alcance do seu lutador, e o mesmo, por motivos que desconheço, não querer ou não conseguir seguir, é algo por demais de estressante.

É por isso que eu admiro não só os lutadores, mas também aqueles que nos ensinam com maestria a arte de lutar. Que conseguem nos motivar e instruir em situações de extrema adrenalina. Que enxergam potencialidades onde nós, lutadores, sequer suspeitamos. Que enxergam a vitória onde nós enxergamos a derrota. Estes são os técnicos de boxe.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Religiões #1 - O espírita filho-da-puta

Não tenho religião. Mas isso pouco importa. Respeito qualquer religião, de verdade. Digo "de verdade" porque conheço muitos evangélicos que dizem que respeitam mas na verdade não respeitam (porém esse é o tema de um futuro post).

Hoje, quero inaugurar as postagens sobre religião, pra falar sobre uma figura bastante popular, e que todo mundo deve conhecer alguém com essas características. O(a) espírita filho-da-puta. Só para constar, o espírita a que me refiro no artigo é o kardecista.

Ele (a) vai no centro espírita tomar passe, conversa sobre "evolução" do espírito, carma... Fala que lê livros espíritas (quando lê, é algum desses da moda, tipo da Zíbia Gasparetto) e tenta deixar nas entrelinhas que é um espírito evoluído, enquanto se faz de humildezinho.

Anda com livrinhos no carro, pra mostrar que é "do bem". Leva pra mesa do escritório, para sair da empresa com eles embaixo do braço, ao final do expediente, depois de ter sido bem pau-no-cú com os funcionários.

Este ser filho-da-puta, aqui genericamente apresentado(a), não poucas vezes é racista, que usa expressões como "não faz coisa de negro". Usa falácias para dar embasamento "científico" para suas afirmações (não existe nenhum grande cientista negro). Aqui, um parêntese: certa vez desmontei este argumentação fazendo uma pequena variação na pergunta "Quantos grandes cientistas tu conhece ?". A resposta, se não me falha a memória, foi Stephen Hawking...

Certa vez uma pessoa que se diz espírita disse com todas as letras que uma suposta manifestação (uma velhinha teria enxergado um negro em seu quarto) era de um espírito inferior, visto que o mesmo era negro. E reforçou dizendo, diante da acusação de racismo, que não gostava de negros pois os mesmos eram inferiores.

Eu já fui em centro espírita. Poucas vezes, mas fui. Do pouco que conheço a religião, a igualdade entre os seres humanos é uma coisa que é exaltada. A fraternidade (somos todos irmãos, pois somos filhos de Deus) é coisa pregada por todas as religiões que conheço. Logo, arrogância, racismo e filho-da-putismo não combinam com uma pessoa que se diz religiosa.

O espírita filho-da-puta é só um dos tantos religiosos hipócritas que se esconde atrás de uma religião para destilar sua enorme arrogância e preconceito, ao mesmo tempo que se sente protegido por "Deus" (ou seja lá qual for o outro nome).

Tenho muitos amigos e amigas que compartilham da fé espírita. Escrevo isto para reforçar que não tenho nada pessoal contra a religião ou seus adeptos. O que me enoja é a hipocrisia desses seres.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

First Post 2012

O ano de 2011 foi o menos produtivo em número de textos da história deste blog. Muito pouco escrevi. Foram apenas 22 posts.

Passei todo o ano de 2011 morando na capital do RS, embora tenha viajado bastante. Talvez este seja um dos motivos, pois em Porto Alegre se perde muito tempo em deslocamentos. Porém não justifica. Tive muita preguicinha durante o ano de 2011. E continuarei com preguicinha em 2012, afinal de contas não ganho nada pra escrever aqui e também quase ninguém vem aqui ler minhas postagens.