domingo, 22 de janeiro de 2012

Religiões #1 - O espírita filho-da-puta

Não tenho religião. Mas isso pouco importa. Respeito qualquer religião, de verdade. Digo "de verdade" porque conheço muitos evangélicos que dizem que respeitam mas na verdade não respeitam (porém esse é o tema de um futuro post).

Hoje, quero inaugurar as postagens sobre religião, pra falar sobre uma figura bastante popular, e que todo mundo deve conhecer alguém com essas características. O(a) espírita filho-da-puta. Só para constar, o espírita a que me refiro no artigo é o kardecista.

Ele (a) vai no centro espírita tomar passe, conversa sobre "evolução" do espírito, carma... Fala que lê livros espíritas (quando lê, é algum desses da moda, tipo da Zíbia Gasparetto) e tenta deixar nas entrelinhas que é um espírito evoluído, enquanto se faz de humildezinho.

Anda com livrinhos no carro, pra mostrar que é "do bem". Leva pra mesa do escritório, para sair da empresa com eles embaixo do braço, ao final do expediente, depois de ter sido bem pau-no-cú com os funcionários.

Este ser filho-da-puta, aqui genericamente apresentado(a), não poucas vezes é racista, que usa expressões como "não faz coisa de negro". Usa falácias para dar embasamento "científico" para suas afirmações (não existe nenhum grande cientista negro). Aqui, um parêntese: certa vez desmontei este argumentação fazendo uma pequena variação na pergunta "Quantos grandes cientistas tu conhece ?". A resposta, se não me falha a memória, foi Stephen Hawking...

Certa vez uma pessoa que se diz espírita disse com todas as letras que uma suposta manifestação (uma velhinha teria enxergado um negro em seu quarto) era de um espírito inferior, visto que o mesmo era negro. E reforçou dizendo, diante da acusação de racismo, que não gostava de negros pois os mesmos eram inferiores.

Eu já fui em centro espírita. Poucas vezes, mas fui. Do pouco que conheço a religião, a igualdade entre os seres humanos é uma coisa que é exaltada. A fraternidade (somos todos irmãos, pois somos filhos de Deus) é coisa pregada por todas as religiões que conheço. Logo, arrogância, racismo e filho-da-putismo não combinam com uma pessoa que se diz religiosa.

O espírita filho-da-puta é só um dos tantos religiosos hipócritas que se esconde atrás de uma religião para destilar sua enorme arrogância e preconceito, ao mesmo tempo que se sente protegido por "Deus" (ou seja lá qual for o outro nome).

Tenho muitos amigos e amigas que compartilham da fé espírita. Escrevo isto para reforçar que não tenho nada pessoal contra a religião ou seus adeptos. O que me enoja é a hipocrisia desses seres.

Um comentário:

Gustavo Lima disse...

Disse tudo, ou quase. Espírita fdp é pleonasmo. Esses caras são os maiores sangue-sugas que conheço, são pessoas fodidas que buscam pessoas mais fodidas do que elas para praticar o que chamam de "caridade", que nada mais é do que o modo de desgraçar a vida do outro fazendo-os crer que são seres incapazes, obsediados, rastejantes e que assim permanecerão até o fim dos dias, nessa condição de amebas. O verdadeiro espírita tem sempre um arzinho de superior e de detentor de uma verdade que só existe nesses livros de sub-literatura, quinta categoria da escala humana. Não basta apenas saber evitar, há que se denunciar esses fdp. Parabéns à matéria.