domingo, 30 de setembro de 2012

Sonhos do Éd #30 - O dia em que eu virei o Batman

Um Batman-Robert-Downey-Jr-sem-máscara estava conversando com um Robocop-Homem-de-Ferro-Dolph-Lundgren-Sem-Capacete (por isso eu sabia que era o Dolph Lundgren e o Downey Jr) em um prédio abandonado, às margens do rio Guaíba, em Porto Alegre. De repente, Robocop leva um tiro certeiro na cabeça, disparado de um prédio localizado em uma das tantas ilhas que circulam a capital do estado. Ele amolece as pernas mas permanece em pé.

Nesse momento, eu assumo o comando do Batman-Robert-Downey-Jr-Sem-Máscara e peço pro Robocop me dar cobertura. Ele saca a sua pistola gigantesca (nofffa !) e começa a atirar. Eu pego uma carabina com luneta e começo da disparar contra a janela da onde os disparos são efetuados contra nós. São muitos. E a má notícia: eles vão destruir o mundo. E vão começar por Porto Alegre.

Começo a me dar conta da situação. Eles já estão no processo de destruição do mundo, e no prédio abandonado tem alguns resistentes. Em meio ao tiroteio penso no seguinte: se eles vão destruir o mundo, e estão em Porto Alegre, vão demorar um bocado pra chegar em Uruguaiana ! Se chegarem !

Me despeço dos rebeldes então e parto rumo a Uruguaiana (ainda como Batman-Robert-Downey-Jr). Passei por vários andares do prédio, mas não lembro quase nada desta parte, apenas flashes. Mas eu estava em um andar bem alto. Quando desci, passei nadando por laguinhos estilo gibi da Turma da Mônica (pelo jeito o Batman sabia nadar) e  caminhava estranhamente apenas dando a volta no prédio (que agora era uma mega mansão perto de uma floresta). Eu não conseguia partir rumo à Uruguaiana.

Em determinado momento me é revelado, através de um flashback, que o Batman tinha feito um acordo com o líder dos destruidores do mundo. Na verdade ele queria pressionar o seu pai (dono da mansão) para vender o imóvel. Como o velho se negou, ele fez um acordo com o líder deles para invadir a casa. Mas tudo isso foi feito antes que eu assumisse o controle dele. Me senti traído, pois eu achava que poderia confiar no Batman. Neste momento desocupo o Batman-Robert-Downey-Jr-Sem-Máscara, pego uma trouxinha de pano, um graveto, coloco no ombro e parto, desiludido (afinal, se não posso confiar no Batman, em quem vou confiar ?) rumo à Uruguaiana, a pé. 

Mas antes, resolvo fazer um caminho indo por Cruz Alta, através da floresta (fiquei com medo de ser interceptado pelos vilões na BR 290). Em uma encruzilhada, ainda descubro, através de populares, que aquele caminho iria para Santa Catarina.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

De volta à Uruguaiana

Me encontro residindo em Uruguaiana, novamente, desde o dia 21 de Setembro. Após 2 anos e 15 dias na capital do estado, tive a oportunidade de regressar à fronteira, de forma que ficarei por aqui durante uns tempos.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Sonhos do Éd #29 - O Fim dos Tempos ?

Não lembro do início do sonho. Eu já vinha pelo corredor, pra entrar na aula. A princípio, o local era o último lugar que eu estudei (ideologicamente) mas fisicamente era o CESB (Colégio Estadual São Borja), instituição em que estudei por alguns anos, na Terra dos Presidentes. Eu  caminhava de chinelo e bermuda, quando me dou conta que as regras do local não permitiam esses trajes.

Ao chegar em frente à sala de aula, já cheia e com a professora, me abaixo e começo a mentalizar um abrigo (o tênis já tinha se materializado enquanto eu caminhava). Abrigo mentalizado, vou cruzando a sala para me sentar no meu lugar, quando percebo que estou em um sonho. Imediatamente começo a flutuar, me movimentando rapidamente em círculos, enquanto falo para a turma que estamos todos em um sonho. Ninguém acredita nas minhas palavras. Paro de flutuar e tento convencê-los no discurso, que também não vem dando resultado, até eu enxergar meu pai (em duas versões) sentado na sala: um na frente, outro no fundo da classe. Paro e digo dramaticamente "Se não estamos em um sonho, como explicam o fato de termos dois Sérgios na sala de aula ?". Silêncio. Eu havia exposto um argumento fortíssimo. Ninguém respondia nada. Pergunto diretamente para uma colega, então:

- Tu acha que isso aqui é um sonho ?
- Não.
- Como tu explica então o fato de termos duas pessoas iguais na sala ?
- Sei lá, alguma coisa genética.

Depois disso um enorme clarão, como se fosse um bomba atômica explodindo, aparece e quebra as vidraças do colégio. Uma ventania que acompanha o flash espalha livros didáticos pelo pátio do colégio. Pessoas se desesperam. Esqueço que estou em um sonho. Na sequência, exergo dois meteoritos caindo ao longe, em um intervalo de poucos segundos entre um e outro. Penso, estatisticamente, na probabilidade de caírem no mínimo dois meteoritos (pois considerei que a primeira explosão deveria ser um meteorito, igualmente) em Uruguaiana (nesse momento o sonho está se passando lá) em tão curto espaço de tempo. Concluo então que é o fim dos tempos. As pessoas se desesperam, andam para todos os lados. Decido então proteger uma velhinha que está do meu lado, pois eu e várias outras pessoas assistíamos a cena pela janela. Pergunto se ela já tinha vivido algo assim. Ela disse que não. Digo que é o fim dos tempos. Esqueci de proteger a velhinha e corro pra fora da aula. 

No saguão, duas mulheres (uma feia e uma meio gostosa, que existem na vida reale) matam as pessoas que correm em direção à escada, com uma 12 automática e uma carabina com luneta automática também, que a julgar pelo aspecto externo, parecia ser essas de pressão, chumbinho 5,5mm. Mas matava as pessoas.

As duas mulheres têm pane em sua arma, com poucos segundos de diferença. Elas não sabem solucionar, pois ficam nitidamente sem saber o que fazer. Aproveito a oportunidade e pulo na arma da mais feia e agarro o rifle com firmeza. Ela pede ajuda para alguém atrás de mim (o nome da pessoa era Paulo, me parece). Na sequência, desfiro violenta cotovelada (sem largar a arma) nela que a faz cair vários degraus abaixo (estávamos na boca de uma escada). Fico com a carabina nas mãos.

Quando me viro, o Paulo é uma velha misto de Glória Menezes com Dercy Gonçalves que vem em minha direção, correndo com fúria. Ponho-a fora de ação com vários tiros no tórax. Percebo que uma das mulheres tenta voltar ao saguão subindo a escada, me viro para atacá-la com uma coronhada. Ela foge, com sua jaqueta de couro preta, antes que eu consiga descer dois degraus. Digo ameaçadoramente "ahs... te dou uma comida já...", e desisto de empreender a perseguição, pois há pessoas em perigo no saguão.

Acordo.