quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Vestibular

Iniciei este mês as aulas do curso de Letras, da Anhanguera. Fiz o vestibular no dia 29 de Junho, onde escrevi a redação mais abaixo em cerca de 1 hora e saí às pressas, pois tinha uma rústica para correr.

Após um texto de Diogo Schelp, da Revista Veja,  a seguinte pergunta ditava o tema da redação: Amizade Virtual: Sinal positivo ou negativo dos tempos modernos ?

As Amizades Virtuais e seus Reflexos Positivos na Sociedade

As redes sociais vieram para ficar. Elas são uma realidade da nossa sociedade atual. Neste nosso mundo globalizado, tudo e todos estão conectados.

Um reflexo dessa globalização em tempos de internet são as amizades virtuais. Explico: pessoas a quem consideramos amigos sem, no maior das vezes, conhecer pessoalmente. A amizade virtual não é um fenômeno tão recente quanto os famosos Facebook e Orkut. Este fenômeno nos remete aos primórdios da "www ", quando surgiram as salas de chat e o ICQ, onde era possível conhecer pessoas de todos os cantos do mundo.

Atualmente, em um site como o Facebook, é possível criar grupos de dicussão sobre inúmeros temas. Sua faculdade, pessoas que já leram Nicholas Sparks, sobre esportes, entre outros. Além disso, inúmeros fóruns sobre as mais diversas temáticas se multiplicam na internet. Desta forma, uma pessoa que leu e adorou "Um Amor Para Recordar" pode residir em Porto Alegre e discutir sobre o livro com um morador de Manaus e desta forma criar uma amizade.
Por outro lado, alguns podem alegar que certas pessoas se cercam de amigos virtuais e se fecham ainda mais para o "mundo real". É verdade. No entanto, julgamos que isso seja pouco para afirmarmos ser um sinal negativo.

Ante o exposto, em linhas gerais, afirmamos que as amizades virtuais são sim, um sinal positivo dos tempos modernos, a depender, é claro, do uso que se faça das ferramentas de tecnologia que a proporcionam e da forma como lidamos com os reflexos proporcionados por elas.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Blog do Éd, 5 anos !

Há 5 anos atrás, eu postava pela primeira vez neste endereço.

Com altos e baixos de regularidade acabei conseguindo manter este blog à base de textos inúteis e sem nenhuma relevância. Sem nenhuma audiência também.

É um blog como eu: pobre e egoísta. Escrevo textos meus, sobre assuntos que quero escrever, que não possuem nenhuma utilidade para o resto da sociedade. A maior parte é apenas minha opinião. Na verdade, a maior parte são sonhos que tive.

Mas é legal. Parabéns para mim.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Atividade Atlética

Andei participando de umas rústicas aqui em Uruguaiana. 

No dia 26 de Maio, corri a rústica Luz para os Povos. Era um percurso de 8km, que eu fiz em um tempo de 29:14, segundo a organização do evento.

Minha colocação geral foi 5º lugar, pegando o 1º posto na categoria 25-29 anos. Devido à sabotagens feitas contra a minha pessoa, não há fotos da corrida e nem do pódio.

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Já no dia 29 de Junho, foi a vez de competir na 13ª Rústica de Santo Antônio, com seus 7,2 km. Terminei o percurso com um tempo de 26:57, segundo o meu cronômetro. Já o cronômetro da organização apontou 25:36. Não sei o motivo de tanta diferença. Minha colocação foi um 6º lugar no geral e 1º na categoria 25-29 anos.
Cruzando a linha de chegada na Rústica de Santo Antônio.

O próximo desafio serão os 9km da Rústica Verde e Amarela, no dia 8 de Setembro.

domingo, 14 de julho de 2013

Sonhos do Éd #34 - A Coluna Valentjim

  Estava andando normalmente pelas ruas, em um futuro não muito distante, quando de repente, a multidão entra em pânico. Parecia a polícia atacando manifestantes com bombas de efeito moral. 

  Noto então que são bombas de verdade, que quando explodem, ecoam como trovões. As pessoas estavam sendo covardemente assassinadas. Começo a correr de um lado pra outro, como se fosse de uma linha de fundo de um campo de futebol à outra, tentando escapar das bombas. 

  A situação vai sendo esclarecida. A onda de protestos evoluiu para uma tentativa de acabar com a nossa sociedade. Quem queria ter a liberdade de ler um livro, usar equipamentos tecnológicos para comunicação ou mesmo quem desejasse navegar na internet, era massacrado pelo exército adversário. 

  Este exército usava um uniforme semelhante ao usado pelos "Outros", da série Lost, nas batalhas contra o exército americano na ilha, na década de 1950.

Uniforme dos inimigos era semelhante ao desses prisioneiros.


  Éramos minoria. Nós não tínhamos armas. Era questão de tempo até sermos todos mortos. Uma trégua se estabelece. Durante este intervalo, um conhecido meu pergunta para o grupo se iríamos esperar ser mortos ou se lutaríamos. Ele expôs o seu plano, que tinha riscado no chão. Era um missão suicida, que ele denominou Coluna Valentjin. Decido fugir, pois sou contra guerras. 


  Não vou muito longe e vejo que estamos cercados. É o fim. Não há para onde fugir. Decido voltar e lutar até a morte. Na volta, vejo dois cachorrinhos. Um deles está comendo formigas em um formigueiro. O que estava comendo formigas fala algo para o outro cachorro. O segundo pergunta: "por que tu falou, meu ?" ao que o primeiro cachorro responde "Porque eu posso". 

  Sigo meu caminho enquanto noto que os cachorros evoluíram como espécie, pois já estão falando. Quando chego ao local de onde saí, a Coluna Valentjin já tinha partido. Um dos cachorros decide ir comigo (o que comia formigas). O canino explica que acredita nos ideais de liberdade e que tinha um amigo "naquelas areias" (o local para onde tinha partido a Coluna). 

  Vamos correndo e gritando, como bárbaros que atacam seu inimigo. Um cavalo branco também  vai correndo (o porquê eu não sei). Consigo alcançar o cavalo e sem pararmos de correr, pulo para o lombo do cavalo. 

  Chegando ao local, a Coluna Valentjim tinha pego de surpresa diversos guerrilheiros, inclusive o líder deles. Estavam todos desarmados, a exceção de um, que tinha uma espécie de baioneta em mãos e se recusava a largar. Um dos líderes deles diz que tem um prisioneiro na caixa d'água. O nosso líder, mentor da Coluna Valentjim, pede ao adversário: "Peço que reconsidere". Nesse ínterim, um dos nossos toma a baioneta do inimigo e enfia no pescoço do chefe deles.

  O resto eu não sei porque acordei. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

His(es)tórias do Éd #7 - A Reflexão de um Cidadão Latino em Porto Alegre

Algumas pessoas que frequentam este blog sabem que fui Policial Militar, durante algum tempo. Durante o curto período em que servi na Brigada Militar, conheci grandes amigos e também alguns dos maiores pais-nos-cús que tenho notícia,  presenciei cenas felizes e também tristes.

Em uma tarde do ano de 2011, quando eu servia no 9° BPM, em Porto Alegre, entrei juntamente com outros colegas em uma lancheria do centro da capital para apreciar um café-com-leite. Logo notei um senhor que nos olhou e fez uma cara de incomodação, em seguida começando a escrever esquizofrenicamente em um guardanapo de papel (daqueles mais simples).

Antes que eu pudesse terminar meu café, ele vem e me entrega, falando em portuñol que queria deixar um pequeno pensamento dele. Pego o papel e leio o que está abaixo transcrito:

"VALOROSA BRIGADA MILITAR
 SOU UM IGNORANTE
 ESTUDADOR DE LA HISTÓRIA.
 MIRA HAY QUE SE  VIVIDO
 UM NIÑO EM LA CRUELDADE
 DE HAMBRE QUANDO LO
 ROBAM, USTED, LOS ENTRE-
 GARIAN, TENÍA-LO
 MATADO? LA BRIGADA
 ES SUR AMERICANA
 YO VEJO LOS IDEALES
 DE JUSTICIA
 MORRIR EN TRIBUNALES
 MARCADOS DY DOS,"

Os colegas que estavam comigo acharam estranho, mas não fizeram nenhum esforço para pensarem sobre o assunto e seguiram o curso normal de suas vidas poucos segundos após eu receber o pedaço de papel.

Infelizmente, não lembro a data exata (falhei em não publicar antes e também por não ter datado o guardanapo). Entretanto posso afirmar que não foi no mês de Maio e nem no de Agosto. Nunca entendi exatamente o que o desconhecido latino quis dizer com suas palavras, mas ironicamente ele também era (quem sabe ainda é) um "estudador de la historia", assim como este que vos escreve com tão pouca frequência. 

Na manhã de ontem (09/07/2013), após chegar de uma corrida pelas ruas de Uruguaiana, achei este papel que julguei ter perdido na distante Porto Alegre.

Por onde andará este homem ? Eu realmente não sei, pois nunca o tinha visto e nunca mais o vi. Eu simplesmente me senti na obrigação de compartilhar a reflexão dele.

E você, o que pensa disso tudo ?

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sonhos do Éd #33 - O mundo acabou. As mentiras não.

Eu estava saqueando uma lancheria de beira de estrada, em busca de alimentos (chocolate) junto com um grupo em que eu havia chegado pouco tempo antes, porém este grupo me via como líder, mesmo contra a minha vontade. Saqueávamos a antiga lancheria em busca de alimentos, mas eu só achava balas e chicletes (da Arcor, em sua maioria).

A sociedade estava colapsada. Não sei por qual motivo. O sistema político-econômico que conhecemos hoje não valia nesse meu sonho. Não existia lei. Nada era proibido, pois tudo era permitido. Nesse contexto, se necessitava muito cuidado diante de qualquer pessoa ou grupo de pessoas.

Em determinado momento acho um sanduíche-de-bolacha-dobrada-mofada-com-doce-de-leite e ofereço para um membro do meu grupo, que declina. Me dou conta que eu mesmo que tinha preparado o sanduíche, antes do colapso social. Um instante após, chega um senhor, nitidamente vagabundo, parasita e alcoólatra. Junto com ele outros membro do seu grupo, provavelmente filhos. Ele diz que procura comida.

Os membros do meu grupo contestam, dizendo que ele sempre vem com uma desculpa diferente. O velho parasita então se despede, se fazendo de vítima, quando eu interrompo todos dizendo que: NUNCA NEGUEI E NUNCA NEGAREI COMIDA PRA NINGUÉM, entregando dois pacotes para o ancião, sendo 1 deles de bala de hortelã da Arcor.



Sonhado a mais ou menos uma semana.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Montevidéu

Estive no último final de semana, na capital da República Oriental do Uruguai, tendo em vista a presença em um evento de boxe em uma academia local.

Montevidéu é a segunda capital federal que conheço (a primeira foi Buenos Aires), e tal como a capital da Argentina, vários pontos da cidade se parecem com Porto Alegre.

Minha primeira impressão de Montevidéu foi muito boa: Acordei no ônibus ao som de um remix com os maiores sucessos dos Gypsy Kings, que tocava em uma rádio da cidade.

Na rodoviária, nosso anfitrião e guia turístico Carlos Zanetti já nos esperava.

Chegada.

 E o primeiro de tudo, é óbvio, foi fazer o desjejum.

Café da manhã no Terminal 3 Cruces

Um fato que chama a atenção é que a Rodoviária fica junto a um Shopping Center. 

Terminal 3 Cruces, um Shopping-Rodoviária


Fiquei apenas dois dias na cidade, portanto, não conheci quase nada da mesma. Andei um pouco pelo centro, onde pude notar prédios antigos convivendo ao lado de prédios modernos.


Cine Capitólio ?



 Além disso, percebi que há várias praças e parques na cidade, e poucos mendigos nos lugares que passei.

Não sei que parque é esse, mas tem Pedalinhos, que nem a Redenção

Algumas praças Confúcio, outras sem fúcio...

Das praias, conheci apenas uma, a praia de Pocitos. É bonita e bem localizada para quem tem poucos dias na cidade. Não chega a ser uma praia maravilhosa,  a água nesta época do ano é bastante gelada. Entretanto, praia é sempre praia e o Rio da Prata consegue ser um bom substituto para o mar. É um lugar agradável e relaxante.

Este que vos escreve, com o Rio da Prata, ao fundo


Na academia onde se realizou o evento festivo, tive o prazer de conhecer o boxeador uruguaio Caril "El Ratón" Herrera, campeão uruguaio peso Pena, campeão Latino pelo WBC (Conselho Mundial de Boxe) peso Super Mosca e campeão Fedelatin (latino-americano)  pela WBA (Associação Mundial de Boxe).

Da esquerda para a direita: Eu (com o cinto WBC), Eduardo Milder, Amanda Lopes, Caril Herrera (com o cinto WBA) e Carlos Zanetti.

O evento em si foi festivo, contando apenas com lutas de exibição entre lutadores locais e tendo como atração principal a presença dos boxeadores brasileiros [nós ;) ]. Espero poder voltar mais vezes à cidade.

Luta de exibição contra Jonathan Herrera, campeão uruguaio.




segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sonhos do Éd #32 - A Luta Contra Bob Marley

Fui na oficina de uns amigos, ver como andava os reparos no meu carro. Quando saio da oficina, me dou conta de que estou em um sonho. Decido então tentar algo novo em matéria de sonhos: Me matar pra ver se acordo, ou se acontece algo diferente. Eu me lembrei na hora do filme Feitiço do Tempo (um dos melhores de todos os tempos), em que o protagonista tenta se matar várias vezes para sair o "feitiço do tempo". 

Minha primeira tentativa é com uma  bicicleta. Vou pro meio da faixa e começo a pedalar forte. Ao longe, um jipe azul se aproxima. Acelero mais e me choco com jipe, que por sinal era muito bonitinho. Nada feito. Voei alguns metros e caí no chão. Nem dor senti. Decido então mentalizar um avião. Já estou há muitos pés de altitude quando decido pular (sem pára-quedas). Caio no chão como se tivesse pulado do segundo degrau da escada. Vejo então que nos sonhos nada é impossível. 

Mas espere um pouco. Se nada é impossível, então eu posso nadar ! Mentalizo então uma piscina grande, digna de uma mansão milionária. Mas infelizmente, não consigo nadar :(

Corta.

Agora eu estou em um Hotel de Luxo ENORME, mas não tinha a consciência de que estava sonhando. O Salão de Eventos lembra um pouco o lugar da luta Apollo x Ivan Drago, no filme Rocky IV.

Meu adversário é chamado, sob aplausos da torcida, que vibra com a animada música de Ring Entrance. Meu técnico disse para sairmos do vestiário, pois já iriam nos chamar. Ficamos esperando na entrada do hotel, junto com o publico, enquanto finalizo meu aquecimento. 

Finalmente sou chamado. O público vem abaixo (eu não esperava tanta torcida). Começa a tocar Going the Distance, mas em uma versão mais travada. A música toca e para, enquanto eu me encaminho para o Ringue. Algumas pessoas começam a rir na platéia, por causa da música.

Visualizo o ringue. Na verdade são dois, minúsculos, um deles com crianças gordinhas lutando. A corda mais alta dá na altura do meu joelho. O tablado tem pequenas escadinhas que levam a degraus mais altos nos cantos. Em uma mesa próximo ao Ringue, estão comentaristas de um canal, acho que da HBO.

Já entre as cordas, um auxiliar de organização do evento vem conferir luvas, coquilha e protetor bucal. Ele de repente começa a me apalpar no abdômen pra ver se tenho alguma hérnia (exame médico instantes antes da luta ?). Sinto cócegas e digo que estou com uma lesão na costela (pra ele parar de me apertar). Ele diz "ok" e vai então conferir o adversário. E para minha surpresa: O ADVERSÁRIO ERA O BOB MARLEY !

No instante seguinte á surpresa, começa a luta. Porém mais uma surpresa me aguardava: não era mais uma luta de boxe, e sim futebol no ringue. Imediatamente lembro de uma matéria que assisti certa vez, em que foi dito que ele jogava bem futebol, tendo inclusive jogado no Brasil certa vez. 

Nem bem lembro disso e ele já faz um gol. 1x0 Bob Marley. O narrador diz que ele é mais habilidoso e chuta melhor do que eu. O narrador finaliza a frase e Bob faz 2x0 de bola parada. 

Penso comigo que a minha única vantagem é pelo preparo físico. Em um lance que Marley concluí ao gol, indo ao chão eu defendo e aproveito o contra ataque para descontar: 2x1. Nem deixo ele se levantar e faço o segundo, empatando a partida em 2x2. Nesse momento o juiz determina o fim da partida, com placar final sendo 2x2.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Corridas de novo

Ao contrário do publicado anteriormente, não irei mais correr a Meia Maratona de Uruguaiana. Os treinos me mostraram que não tenho condições de terminar os 21km.

De qualquer forma, correrei a rústica, que ocorrerá no mesmo dia e que conta com um percurso de 9,5km, que totalizam menos da metade da Meia.

Em tempo: descobri minha classificação em todas as corridas que participei até hoje. Segue abaixo:

Rústica de Encerramento da Temporada 2012: 10° lugar no geral (3° na categoria); 7 km em 26:08 (57 participantes).

Rústica de Abertura da Temporada 2013: 12° lugar no geral (2° na categoria), 7,7 km em tempo desconhecido (75 participantes).

domingo, 24 de março de 2013

Mais uma corrida

Participei da minha segunda corrida de rua neste domingo, na cidade de Uruguaiana. Tempo muito bom para correr. Nem quente nem frio. Sem vento e com Sol ameno.

Foi neste clima que percorri os 7,7 km da Rústica de Abertura da Temporada, em um tempo que ainda não descobri, pois mais uma vez esqueci de desligar o cronômetro ao passar pela linha de chegada.

Apesar das lesões que me impediram de chegar no dia da prova no melhor da minha forma, consegui um surpreendente 2° lugar na minha faixa etária, ficando atrás de um atleta de Itaqui.

Como premiação, ganhei uma medalha, uma mochillinha de pano e uma camiseta :)

O próximo passo agora é disputar os 21 km da Meia Maratona Internacional de Uruguaiana, no dia 05 de Maio, no que será meu maior desafio atlético em todos os tempos.

No pódio...

segunda-feira, 4 de março de 2013

His(Es)tórias do Éd # 6 - A gatinha Magali

Preâmbulo


Isso foi há 7 anos. Foi bem no início de mês de fevereiro (posso afirmar com 95% de certeza que era no dia 6). Eu evito comentar sobre esse assunto, pois ninguém acredita. Nem a minha mãe acreditou.

Eu recém tinha me mudado para um lugar que ficaria conhecido como "Alberto House". Era um apartamento legalzinho. Desses que a gente chama de "apertamento". Tecnicamente era um sobrado, e aluguei a parte de cima. Eu era um humilde vendedor externo na época. Pelo fato de eu ser chinelão, pobre e andar a pé, vendia pouco, mas isso é outra história.

O apê estava um pouco bagunçado, devido à recente mudança. Gosto de tudo organizado em casa. Mas não gosto de organizar. Também não gosto de gatos em cima da minha cama. E a Magali sabia disso.


A Magali

A gatinha Magali


A Magali foi uma gatinha que adotei com poucos dias de vida, no mês de Outubro de 2005 (95% de certeza que foi no dia 22). Estava eu passando pela praça barão do Rio Branco, em Uruguaiana. No meio da praça, uma feira de animais. Todos estavam para adoção. Eu morava sozinho na época (meus primeiros meses morando sozinho) e tinha um gato e um cachorro que haviam ficado de herança. O gato tinha morrido atropelado uns dias antes. O cachorro seguia vivo. Eu não queria mais um animal para cuidar, pois não conseguia cuidar nem de mim. Mas mesmo assim parei para apreciar cachorros e gatos bonitinhos. Acabei voltando pra casa com a Magali (em homenagem à personagem da Turma da Mônica). 

Nesses curtos meses, da adoção da Magali quando eu estava na casa antiga, até o fato que aqui será narrado, que aconteceu na casa nova, ela aprendeu que poderia dormir na montanha de roupas sujas (entretanto era proibido cagar no meu edredon que aguardava lavagem), mas não poderia subir na minha cama. Mesmo assim, vez ou outra eu a surpreendia dormindo em minha cama (ela esperava eu sair para ir deitar-se). Coisa de gatos. E gatas.

Quem tem ou já teve gatos sabe o quanto eles gostam de uma casa-recém-chegado-de-mudança. Eles têm vários locais para se esconderem. Caixas vazias, coisas jogadas. Enfim, eles acham bons lugares para se acomodarem. Mas a minha cama, pelo visto, era muito convidativa.


Chegando em casa


Numa quente manhã de fevereiro, em pleno verão uruguaianense, chego ao meio-dia para almoçar. Eram os primeiros dias no apartamento novo. Nesse dia talvez eu até fosse almoçar um marmitex da Cantina do Bony, devido à bagunça da mudança (achar talheres, panelas, etc.). Não lembro se realmente o fiz. Abri a porta e entrei. Ao entrar, eu avistava minha cama, pois o quarto estava aberto. 

Da entrada avistei a Magali em minha cama. Ela se assustou e se levantou, pois não deve ter percebido minha chegada a tempo de sair. Porém, devido ao calor, cansaço, fome, etc. fiz pouco caso do fato de ela estar em minha cama, afinal de contas, como estava em clima de mudança ainda, coisas bagunçadas e tal, tinha coisas mais importantes para me preocupar. E também é bem provável que eu fosse lavar as roupas de cama. Ou seja, não me importei de ela estar em minha cama.

O Susto ( e o fato)


Quem mora sozinho e tem animais de estimação, mesmo que não tenha o hábito de conversar com eles, vez ou outra falará algo para os pets. É inevitável.

Ela se assustou ao me ver entrar, e levantou-se rapidamente. Eu simplesmente entrei, a vi, e disse: "Oi, Magali". Ao que ela respondeu "Oi...", levemente desconcertada por eu não estar brabo com ela. 

Foi um susto. Era a primeira vez na vida que tinha visto um gato falar (e até o presente momento, a única). Imediatamente fui até a cama e perguntei: "Tu falou ?". Magali então passou a se comportar como um felino, lambendo-se e ronronando. Porém não respondeu à minha pergunta. Achei tudo aquilo muito estranho, mas como tinha que voltar a trabalhar, almocei e voltei ao trabalho.

Eu não me recordo ao certo, mas é muito provável que eu tenha tentado conversar com ela de novo (dando "tchau", por exemplo). O fato é que ela não mais falou comigo.

E com ninguém mais. Magali morreu misteriosamente naquela noite, atropelada acidentalmente pelo carro de um amigo meu, que estacionava em frente à minha nova moradia.

Não vou me deter às teorias que tenho sobre o fato, mas quem quiser discutir sobre, é só comentar que discutiremos sobre o caso.

R.I.P. Magali (Out 2005 - Fev 2006).

domingo, 17 de fevereiro de 2013

CicloturÉd

Há algum tempo que eu tinha intenção de viajar de bicicleta. Inclusive, pensei em ir até Alegrete, para uma reunião de trabalho, com uma bicicleta velha que eu tinha, lá pelos idos de 2006. Várias pessoas me aconselharam a não fazer isso, inclusive com uma pessoa em específico insinuando risco de morte. Acabei não fazendo, pois consegui uma carona de moto, naquela ocasião.

No dia de hoje, após quase 7 anos do fato do parágrafo anterior, finalmente fiz minha estréia no cicloturismo. Nunca chegou a ser um Sonho do Éd, mas é algo que pretendia fazer e seguirei fazendo esporadicamente. Além do aprimoramento do meu esplendor físico, a viagem de bicicleta proporciona um contato mais íntimo com a natureza (e a poluição também), além de se poder observar mais atentamente à paisagem.

No topo do monte...
Minha estréia se deu pedalando até a localidade conhecida como São Marcos, próximo à Barragem Sanchuri, no município de Uruguaiana. Foram cerca de 80 km ida e volta. Neste ainda curto percurso, percebi que é muito cansativo uma pedalada mais longa com uma bicicleta comum, como a minha. É preciso ter saco para pedalar por algumas horas. Ou melhor, não ter saco. Quer dizer, o melhor mesmo é ter um selim muito bom.
Barragem Sanchuri, no litoral uruguaianense...

A ida não foi muito cansativa, mas na volta, além de furar um pneu e ter que caminhar 3 km (apenas) para achar uma borracharia, tive a nítida impressão de que nunca mais chegaria em casa, além do desconforto (também muito nítido) na região que fica em contato com o selim.

Arroio Touro Passo, se não estou enganado.

Em resumo, o que vale é a aventura e o desafio !