quarta-feira, 17 de julho de 2013

Atividade Atlética

Andei participando de umas rústicas aqui em Uruguaiana. 

No dia 26 de Maio, corri a rústica Luz para os Povos. Era um percurso de 8km, que eu fiz em um tempo de 29:14, segundo a organização do evento.

Minha colocação geral foi 5º lugar, pegando o 1º posto na categoria 25-29 anos. Devido à sabotagens feitas contra a minha pessoa, não há fotos da corrida e nem do pódio.

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Já no dia 29 de Junho, foi a vez de competir na 13ª Rústica de Santo Antônio, com seus 7,2 km. Terminei o percurso com um tempo de 26:57, segundo o meu cronômetro. Já o cronômetro da organização apontou 25:36. Não sei o motivo de tanta diferença. Minha colocação foi um 6º lugar no geral e 1º na categoria 25-29 anos.
Cruzando a linha de chegada na Rústica de Santo Antônio.

O próximo desafio serão os 9km da Rústica Verde e Amarela, no dia 8 de Setembro.

domingo, 14 de julho de 2013

Sonhos do Éd #34 - A Coluna Valentjim

  Estava andando normalmente pelas ruas, em um futuro não muito distante, quando de repente, a multidão entra em pânico. Parecia a polícia atacando manifestantes com bombas de efeito moral. 

  Noto então que são bombas de verdade, que quando explodem, ecoam como trovões. As pessoas estavam sendo covardemente assassinadas. Começo a correr de um lado pra outro, como se fosse de uma linha de fundo de um campo de futebol à outra, tentando escapar das bombas. 

  A situação vai sendo esclarecida. A onda de protestos evoluiu para uma tentativa de acabar com a nossa sociedade. Quem queria ter a liberdade de ler um livro, usar equipamentos tecnológicos para comunicação ou mesmo quem desejasse navegar na internet, era massacrado pelo exército adversário. 

  Este exército usava um uniforme semelhante ao usado pelos "Outros", da série Lost, nas batalhas contra o exército americano na ilha, na década de 1950.

Uniforme dos inimigos era semelhante ao desses prisioneiros.


  Éramos minoria. Nós não tínhamos armas. Era questão de tempo até sermos todos mortos. Uma trégua se estabelece. Durante este intervalo, um conhecido meu pergunta para o grupo se iríamos esperar ser mortos ou se lutaríamos. Ele expôs o seu plano, que tinha riscado no chão. Era um missão suicida, que ele denominou Coluna Valentjin. Decido fugir, pois sou contra guerras. 


  Não vou muito longe e vejo que estamos cercados. É o fim. Não há para onde fugir. Decido voltar e lutar até a morte. Na volta, vejo dois cachorrinhos. Um deles está comendo formigas em um formigueiro. O que estava comendo formigas fala algo para o outro cachorro. O segundo pergunta: "por que tu falou, meu ?" ao que o primeiro cachorro responde "Porque eu posso". 

  Sigo meu caminho enquanto noto que os cachorros evoluíram como espécie, pois já estão falando. Quando chego ao local de onde saí, a Coluna Valentjin já tinha partido. Um dos cachorros decide ir comigo (o que comia formigas). O canino explica que acredita nos ideais de liberdade e que tinha um amigo "naquelas areias" (o local para onde tinha partido a Coluna). 

  Vamos correndo e gritando, como bárbaros que atacam seu inimigo. Um cavalo branco também  vai correndo (o porquê eu não sei). Consigo alcançar o cavalo e sem pararmos de correr, pulo para o lombo do cavalo. 

  Chegando ao local, a Coluna Valentjim tinha pego de surpresa diversos guerrilheiros, inclusive o líder deles. Estavam todos desarmados, a exceção de um, que tinha uma espécie de baioneta em mãos e se recusava a largar. Um dos líderes deles diz que tem um prisioneiro na caixa d'água. O nosso líder, mentor da Coluna Valentjim, pede ao adversário: "Peço que reconsidere". Nesse ínterim, um dos nossos toma a baioneta do inimigo e enfia no pescoço do chefe deles.

  O resto eu não sei porque acordei. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

His(es)tórias do Éd #7 - A Reflexão de um Cidadão Latino em Porto Alegre

Algumas pessoas que frequentam este blog sabem que fui Policial Militar, durante algum tempo. Durante o curto período em que servi na Brigada Militar, conheci grandes amigos e também alguns dos maiores pais-nos-cús que tenho notícia,  presenciei cenas felizes e também tristes.

Em uma tarde do ano de 2011, quando eu servia no 9° BPM, em Porto Alegre, entrei juntamente com outros colegas em uma lancheria do centro da capital para apreciar um café-com-leite. Logo notei um senhor que nos olhou e fez uma cara de incomodação, em seguida começando a escrever esquizofrenicamente em um guardanapo de papel (daqueles mais simples).

Antes que eu pudesse terminar meu café, ele vem e me entrega, falando em portuñol que queria deixar um pequeno pensamento dele. Pego o papel e leio o que está abaixo transcrito:

"VALOROSA BRIGADA MILITAR
 SOU UM IGNORANTE
 ESTUDADOR DE LA HISTÓRIA.
 MIRA HAY QUE SE  VIVIDO
 UM NIÑO EM LA CRUELDADE
 DE HAMBRE QUANDO LO
 ROBAM, USTED, LOS ENTRE-
 GARIAN, TENÍA-LO
 MATADO? LA BRIGADA
 ES SUR AMERICANA
 YO VEJO LOS IDEALES
 DE JUSTICIA
 MORRIR EN TRIBUNALES
 MARCADOS DY DOS,"

Os colegas que estavam comigo acharam estranho, mas não fizeram nenhum esforço para pensarem sobre o assunto e seguiram o curso normal de suas vidas poucos segundos após eu receber o pedaço de papel.

Infelizmente, não lembro a data exata (falhei em não publicar antes e também por não ter datado o guardanapo). Entretanto posso afirmar que não foi no mês de Maio e nem no de Agosto. Nunca entendi exatamente o que o desconhecido latino quis dizer com suas palavras, mas ironicamente ele também era (quem sabe ainda é) um "estudador de la historia", assim como este que vos escreve com tão pouca frequência. 

Na manhã de ontem (09/07/2013), após chegar de uma corrida pelas ruas de Uruguaiana, achei este papel que julguei ter perdido na distante Porto Alegre.

Por onde andará este homem ? Eu realmente não sei, pois nunca o tinha visto e nunca mais o vi. Eu simplesmente me senti na obrigação de compartilhar a reflexão dele.

E você, o que pensa disso tudo ?