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Mostrando postagens de 2026

Corrida da Causa Animal

Hoje foi dia de voltar a ser um “Atleta” de Baixo Rendimento. Ignorando a DECADÊNCIA FÍSICA que avança a passos largos e as várias “peças do corpo” que já deveriam ter sido trocadas, participei da Corrida da Causa Animal em Santa Maria (RS). As circunstâncias não eram favoráveis: 2 anos sem participar de provas (3 anos, se considerar só provas de asfalto), um treininho pra lá de bagaceira, feito por um técnico bem chinelão (eu mesmo) e o pouco tempo de treino específico para competição. E quando tudo indicava um desempenho decepcionante, fui lá e decepcionei: 5km em 20:42. Competitivamente falando, é um tempo bem ruim, acho que dá até cadeia no Quênia. Mas como a prova era no Brasil e não estava muito competitiva (o pessoal foi mais pra ajudar os bichim), acabei pegando um terceiro lugar na faixa etária dos meio véinhos.

Medo de Peidar Distraído

Tem um vídeo do antigo programa "Matador de Passarinho", apresentado pelo cantor Rogério Skylab, onde ele fala de um medo muito específico dele: cair na rua. Resumidamente, ele afirma que anda muito sozinho e se cair no chão (na rua), pode ser enterrado como indigente, por não andar em grupo e não ter outras pessoas para auxiliá-lo. Confira o trecho abaixo: Eu considero o pavor dele legítimo. Inclusive tenho um temor parecido, mas muito mais provável de acontecer. Eu tenho medo de peidar distraído. Naturalmente perco a atenção muito fácil, seja com pensamentos, com barulhos ou qualquer outra coisa. Aprecio muito estar só e quieto. Em silêncio no silêncio. Também passo muito tempo em casa e evito ao máximo compromissos sociais. Então naturalmente passo bastante tempo sozinho ou na agradável presença da minha esposa. Em qualquer das duas hipóteses, eu peido sem constrangimentos. Juntando o hábito de peidar à vontade com a distração, se arma uma bomba-relógio prestes a explodi...

Elton John, Trump e o Ritmo da Bicicleta

Dia desses eu estava pedalando e alguma peça da bicicleta começou a bater. A cada giro do pedal, o barulho respondia.  Sem parar a bike, olhei para baixo para tentar identificar o problema. Foi então que notei que o compasso era familiar: ela batia no ritmo de "I Guess That’s Why They Call It the Blues", do Elton John.  Parei de investigar a origem do barulho. Afinal de contas, quem não curte Elton John? Apenas lamentei duas coisas: não saber tocar piano e não ter nenhum pianista a postos para acompanhar a musicalidade daquela situação. Divaguei brevemente sobre algo como o ritmo ser o arché do universo e a música flutuar no ar,  invisível aos olhos mas sensível à contemplação. De repente, levei um susto: uma velhinha muito parecida com o Donald Trump estava atravessando a rua.  Não precisei parar, apenas diminuí a velocidade para dar tempo dela passar.  Retomei a pedalada, mas o ritmo já era outro. Uma bicicleta não toca duas vezes o mesmo compasso.