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Eu Sou a Lenda

Assisti neste sábado (04/10/2008), após voltar de uma sessão de treino com pesos, o filme Eu Sou a Lenda, com Will Smith. 

 Eu gostei do filme. Adoro filmes sobre dizimação da humanidade. Filmes desse tipo me fazem refletir. E refletir, no meu caso, sempre é bom. Quer dizer, nem sempre, mas geralmente é bom. 

Pra começo de conversa, o filme todo bem poderia ter sido só um sonho, ou um delírio do Cel. Robert Neville (Will Smith). Ou mesmo da brasileira Anna (interpretada pela brasileira Alice Braga). Posso voltar a falar dessa linha de raciocínio em um post vindouro, pois ele não fica muito de acordo com o que quero escrever agora.

 Eu encaro o filme como uma crítica em relação a nossa sociedade escrava do consumo. Logo no início do filme, Neville e sua linda cadela Sam estão caçando cervos, numa Nova York praticamente tomada pelo mato. 

Logo um dos cervos é atacado por uma leoa, nos mostrando que o Ser Humano é só mais um animal neste mundo (embora tenha o cérebro desenvolvido e polegar opositor :D). A visível perturbação emocional de Robert, vista nas conversas dele com os manequins na loja de DVDs, simbolizam as perturbações psicológicas cada vez maiores nas metrópoles, além do stress e do isolamento. Falando em isolamento, o filme nos mostra, de uma forma diferenciada, o quanto as pessoas estão, paradoxalmente, ficando mais solitárias nas grandes cidades. 

 Um fato digno de nota é a respeito do protagonista, Robert Neville. Ele é um Coronel do Exercito americano, envolvido com pesquisas visando à cura do vírus que dizimou, aparentemente, toda a humanidade. O fato de um militar estar nesta função, faz supor que as forças armadas americanas estariam tentando desenvolver algum tipo de arma biológica a partir do citado vírus. E armas biológicas estão diretamente ligadas com busca de poder. Poder que é loucamente perseguido nessa nossa sociedade. E as pessoas tentam sacia-lo com consumo, um desmedido consumo. Uma corrida maluca, desenfreada, egoísta, onde o Eu é o centro de tudo. 

 Talvez a gente não seja dizimado por um vírus letal, mas sufocados pelo lixo que produzimos.

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