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O Texto Perfeito

Tenho sempre alguns rascunhos de texto, com algumas ideias soltas. De vez em quando, alguma dessas anotações vira um texto, quando eu consigo desenvolvê-lo mais. Seguidamente reviso esses rascunhos e textos. E sempre que os releio, acabo achando algumas falhas: falta de clareza, erro de concordância, erro de gramática...

Por isso, acabo publicando muito pouco. O texto sempre parece incompleto, nunca parece estar bom para vir à público.

O mesmo ocorre com os poucos textos publicados, sempre acho algum deslize quando os revisito. Mas nesses, só mexo se for erro de digitação, não gosto de alterar os textos que já foram externados.

Assim, acabei descobrindo recentemente a fórmula do texto perfeito: basta ir revisitando-o periodicamente, sem nunca o publicar.

Devemos deixar ele lá em uma gaveta (alguém ainda escreve à mão?) ou no editor de textos do computador. De vez em quando, pegamos o texto, lemos e vamos fazendo as correções necessárias (sempre tem algo a ser corrigido).

Desta forma, vamos melhorando o texto paulatinamente, rumo à perfeição, até que ele esteja imune a qualquer tipo de crítica do leitor.

Aliás, o texto perfeito não será criticado, pois ele nunca será publicado.



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